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As estatísticas do DST/Aids no Amapá apontam que nos últimos dois anos já foram contabilizados 100 novos casos da doença no Estado, porém esse dado pode ser maior levando em conta o temor das pessoas em passar pelo teste que pode detectar o vírus da Aids. De acordo com o último levantamento, só este ano até setembro foram registrados 53 novos casos. A boa notícia é que as ocorrências estão desacelerando e tendem a se estabilizar dentro de dois anos.

Além dos casos de negligência com o uso do preservativo em relações de risco, o Amapá tem um grande índice de prostituição, especialmente em Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque, onde fica a fronteira com a Guiana Francesa. Para os órgãos de controle da doença, situação só deve estabilizar em 2015. “Nós verificamos através de uma análise estatística que até 2015 a AIDS terá incidência crescente no Amapá, ou seja, em 2013, 2014 e meados de 2015 os casos de AIDS devem crescer no nosso estado, uma peculiaridade da região norte. Depois disso os números começam a congelar” calcula Vencelau Pantoja, enfermeiro da coordenadoria de DST/Aids do Estado do Amapá.

No Amapá existe cerca de 1.300 casos diagnosticados da doença, porém esse número está muito abaixo da realidade. A estimativa dos especialistas é que para cada paciente soropositivo existam mais 60 pessoas que não sabem que estão contaminadas. Do total de casos confirmados, 42% são de pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos, ou seja, aproximadamente 540 pacientes.

Nos últimos anos as ações de combate à Aids tem focado em eventos e locais de grande número de pessoas, como o carnaval, quadra junina, caminhadas e eventos gays.

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