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O deputado federal Davi Alcolumbre (DEM-AP) decidiu comprar uma briga contra o Golias da internet, o Google. O parlamentar move ação na Justiça para exigir que a empresa de busca retire todas as postagens (a maioria reportagens e comentários) que relacionam o nome dele à Operação Miquéias, da Polícia Federal. O nome do parlamentar foi retirado da lista de suspeitos.

A PF abriu inquérito este ano para investigar as atividades do doleiro Fayed Treboulsi, apontado como chefe de um esquema que fraudava fundos de pensão em pelo menos 94 municípios. Em seis mil horas de conversar telefônicas grampeadas com autorização da Justiça, a Polícia Federal registrou a conversa de Fayed com prefeitos, secretários, empresários e deputados federais, entre eles Davi Alcolumbre. “Em seis mil horas de gravação só há o registro de uma única conversa onde peço pra ele (Fayed) ir até à Câmara para conversar comigo”, relata o deputado.

Davi Alcolumbre disse que o doleiro foi apresentado a ele em Brasília como um investidor que estaria buscando um estado da Amazônia para construir um resort. As opções seriam Amazonas ou Amapá. “Disse pra ele levar o investimento dele pro meu Estado”, lembra.

Como as gravações telefônicas incluem conversas com deputados federais, o inquérito da Operação Miquéias foi remetido do Tribunal Regional Federal para o Supremo Tribunal Federal, mas sem o nome de Davi Alcolumbre como suspeito. “Provei que não participei de nenhum negócio com esse cidadão (Fayed)”, frisou.

Na próxima quinta-feira, o deputado será recebido pelo ministro do STF, Marco Aurélio de Melo, para quem vai solicitar uma espécie de certidão oficial. A ideia é ter um documento que ateste que o nome de Davi Alcolumbre foi excluído do inquérito.

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