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O IMPACTO DA PESQUISA

Agora que a poeira abaixou, gostaria de voltar ao tema da pesquisa do CNI/Ibope, que tanta polêmica causou no Amapá.

Faltando menos de um ano para as eleições, o resultado deve estar tirando o sono de muita gente, em especial dos governantes que ocupam o final da fila no ranking da avaliação popular, como Camilo Capiberibe, o terceiro mais mal avaliado do País.

O assunto foi destaque em toda a imprensa brasileira. No Rio, O Globo, na internet, aliviou para o governador Sérgio Cabral. Tentou encontrar um lado positivo no resultado. Como aquela pessoa que, diante do sofrimento de um amigo, fica tentando fazer o sofredor enxergar algo de bom na situação.

Em vez de destacar o imenso índice de avaliação negativa de Cabral, o jornal carioca concentrou-se na avaliação ótimo e bom, que subiu de esquálidos 12% para minguados 18%. Foi por aí que O Globo na internet manchetou a matéria.

No Amapá, o G-1 fez o dever de casa: Deu a manchete pelo lado certo, mostrando que o governador Camilo tem alta reprovação. Diante da verdade dos números, muita gente bronqueou. Como é comum.

O vereador Washington Picanço (PSB), por exemplo, seguiu a manjada linha, adotada sempre que uma pesquisa diz o que a pessoa não quer ouvir: “Aonde já! Mais uma fraude IBOPE. Quem acredita nisso?”, disse ele, no Twitter.

O senador João Capiberibe, também do PSB, por outro lado, preferiu minimizar. Através do Twitter disse que pesquisas refletem um momento específico e demonstrou confiança em que o filho, Camilo, irá se recuperar e conseguir a reeleição.

Se isso vai acontecer, ou não, só o tempo dirá. Afinal, pesquisas refletem a opinião pública em um determinado momento, e é claro que a avaliação de hoje pode mudar amanhã. Mas também é certo que a situação não muda de uma hora para outra, sem que os fatores de rejeição tenham sido identificados corretamente e neutralizados. É uma tarefa realizável, sim, mas não é fácil. Exige, entre outras coisas, muito trabalho e também muita humildade. Atributos que andam escassos.

 

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