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É lá se vão quatro anos desde que a obra da sede do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap) começou. A construção iniciou em 2009, consumiu R$ 2,1 milhões, só que apenas as paredes foram levantadas. A paralisação gerou uma guerra nos tribunais entre o Sinsepeap e a construtora que abandonou a obra mesmo tendo recebido todo o valor.

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O prédio fica ao lado da atual sede do Sinsepeap, na Rua Raimundo Álvares da Costa, no Centro. As obras seguiam normalmente até 2010 quando a empresa abandonou o canteiro de obras após uma decisão da Justiça do Trabalho que considerou haver superfaturamento e falta de prestação de contas do então presidente do sindicato, Aildo Oliveira, após denúncia do vice-presidente da entidade, Rui Valdo Coutinho.

A empresa Laser Engenharia e Arquitetura, responsável pela construção da sede, foi multada em R$ 500 mil pela paralisação dos serviços, uma vez que o valor total do contrato já havia sido repassado à empresa. Segundo a entidade, há interesse da empresa em retomar a construção, mas as condições financeiras e os valores das multas inviabilizam a retomada.

Aroldo Rabelo

Aroldo Rabelo

A solução encontrada pelo sindicato foi dialogar com a empresa. “Recebemos proposta da direção Laser para a retomada da obra paralisada, mas a categoria é que deve decidir em assembleia geral”, afirmou o presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo.

A sede atual não comporta a classe. “Precisamos de um espaço grande para fazer as assembleias gerais, já estamos retomando o projeto e pretendemos fazer um auditório com a capacidade para mil pessoas”, explicou Rabelo.

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Uma decisão já foi tomada pelos professores sindicalizados. Eles concordaram em doar dinheiro para compor um fundo financeiro que vai ajudar a retomar a obra.

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