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A família do menino de 12 anos atingido por uma bala perdida no último sábado, 18, no município de Santana, ainda não sabe quando a criança será operada. O menino terá que aguardar na fila junto com outros pacientes que esperam por cirurgias. Os médicos dizem que ele não corre risco de morrer.

O menino foi atingido quando estava com o pai em uma mercearia, no bairro Hospitalidade. O tiro foi disparado por Joel Marques Pinheiro. Ele foi preso pela PM e alegou que seu alvo, na verdade, eram dois rivais.

A bala perdida entrou na nuca do menino que foi levado para o Hospital de Emergência ainda acordado e depois internado no Hospital da Criança, onde neste domingo não havia neurocirurgião de plantão.

Por telefone, o médico Paulo André, que estava de folga em uma chácara, informou que a criança pode esperar porque não terá sequelas neurológicas e não corre o risco de ficar paraplégica. Além disso, será necessária fazer a reserva de bolsas de sangue no Hemoap.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde informou que a cirurgia será marcada para a semana, mas sem precisar qual seria a data. No domingo, a criança passou por uma tomografia e exames clínicos. Mesmo assim, a família não aceita a lentidão do atendimento. “Já são 24 horas com essa bala no pescoço. É um ser humano. Eu creio que não vá acontecer nada grave, mas é preciso agilidade”, desabafa o pai Walter Corrêa.

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