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O mecânico Alonso Dias da Silva, de 29 anos, se apresentou nesta segunda-feira, 27, na Delegacia de Crimes de Trânsito. Ele dirigia o carro que no sábado, 25, bateu de frente em uma moto e matou duas pessoas no KM-50 da BR-156. Mesmo tendo fugido do Hospital de Emergência, onde foi atendido com ferimentos leves, ele responderá ao processo em liberdade por réu primário e ter emprego fixo.

O acidente ocorreu às 6 horas da manhã. Alonso trabalha em uma empresa em Pedra Branca do Amapari de onde, segundo testemunhas, partiu às quatro horas da manhã em direção a Macapá sob visível estado de embriaguez.

Na altura do KM-50 ele cruzou com a moto conduzida por Antonio Vieira, de 55 anos, e a esposa dele, a enfermeira Carmem Lúcia. A colisão foi tão violenta que matou o motoqueiro na hora. Carmem Lúcia foi socorrido e levada com fraturas expostas por todo o corpo até o Hospital de Emergência onde acabou morrendo na sala de cirurgia, por volta das 15 horas do sábado.

A delegada que investiga o caso, Maria de Lourdes Souza, disse que vai esperar o laudo da perícia para decidir se pedirá ou não a prisão preventiva do motorista. “Esse laudo costuma sair entre 20 e 30 dias. Só a perícia vai dizer qual foi a causa determinante do acidente”, diz cautelosa a delegada.

Maria de Lourdes Souza também pretende ouvir os policiais rodoviários que atenderam a ocorrência. No dia do acidente o motorista Alonso não tinha como soprar o bafômetro, mas só a aproximação do aparelho do rosto dele acusou um nível de álcool na casa de 0,32 mililitros por litro de sangue.

Depois de atendido pela equipe do Hospital de Emergência, Alonso Dias da Silva foi liberado, e como não havia escolta policial ele simplesmente foi embora do HE escapando de uma prisão em flagrante.

Nesta segunda, ao se apresentar na delegacia acompanhado de um advogado, ele disse que não bebeu e que foi “surpreendido pela moto” em sua direção. Pena que Antonio Vieira e Carmem Lúcia não possam dar a sua versão da história. Antonio Vieira teve o corpo transferido por parentes para Minas Gerais. O corpo de Carmem ainda aguardava a chegada de parentes do Piauí. O casal morava em uma casa alugada em Macapá.

 

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