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A lentidão e o descaso no atendimento da Unidade de Saúde Rosa Moita indignam moradores do Bairro Nova Esperança. Muitos são encaminhados para hospitais de outros bairros porque faltam de medicamentos, médicos e até água potável. Este mês, cinco médicos estão trabalhando na unidade, mas ainda sobram reclamações.

Rosenildo Dias

Rosenildo Dias

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretária Municipal de Saúde (Semsa), a falta de água foi uma situação momentânea por causa de um cano quebrado, mas já foi resolvido. O número menor de médicos ocorre porque alguns estão de férias. “Há sim uma redução de médicos porque quatro estão de férias, mas a unidade está funcionando de segunda a sexta normal”, argumenta o diretor na unidade Rosenildo Dias.

No entanto, a dona de casa Maria Fonseca diz que o problema é antigo. “Essa falta de médicos sempre teve. Ontem (20) fui levar meu filho lá e não tinha médico e nem água. Ele foi encaminhado lá para o Hospital da Criança. É um absurdo esse descaso”, desabafa.

Rosilene de Souza

Rosilene de Souza

A vendedora Rosilene de Souza, que nesta segunda tentava uma consulta médica, diz que o atendimento sempre foi muito lento e ainda faltam medicamentos. “Essa demora no atendimento é quase normal, sempre que venho ao médico eu já me programo porque sei que o médico não vai chegar no horário. Eu vou ter que comprar o medicamento que aqui não tem”.

sem medicamento

O diretor da unidade admitiu a falta de medicamentos. “Principalmente de anti-inflamatórios e antivirais, mas nesse período do ano a demanda sempre aumenta devido o inverno”, explicou Rosenildo.

Enquanto uns reclamam, outros dizem que a demora é normal. “Sempre venho trazer meus filhos para se consultar aqui. Demora um pouco, mas é normal. Todas as vezes que foram medicados tinha remédio e eu sempre trago eles nas férias”, afirma Audaléia da Costa .

Audaléia da Costa

Audaléia da Costa

Infelizmente não são todos os pacientes que dão essa sorte. “É péssimo o atendimento. Cortei meu pé trabalhando há dois dias. Fui lá para o Rosa Moita não tinha como me atenderem porque a sala de curativos não está funcionando. Tive que ir para outro hospital”, revela o pedreiro Carlos Luiz Oliveira

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