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O caminho lógico para todos os alunos que terminam o ensino médio é o ingresso no ensino superior. Tarefa árdua, se a escolha da profissão estiver relacionada aos cursos mais concorridos como direito e medicina, que todos os anos batem recorde de inscrição na Universidade Federal do Amapá. Essa corrida para entrar na universidade pode demorar anos e quando isso finalmente acontece há quem pense que a batalha terminou, o que pode ser um equívoco se forem analisadas as estruturas de alguns cursos. É que ocorre hoje em alguns cursos da Unifap.

Max Yataco

Max Yataco

Os estudantes se queixam da falta de laboratórios, livros atualizados e até de salas de aula. “Há vários cursos que estão sem bloco e sem bibliografias básicas para o ensino dos alunos”, descreve Max Yataco, estudante do Curso de Relações Internacionais da Unifap.

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Thaís Lima (esq.)

O maior problema dos alunos de direito e relações internacionais são os atrasos da obra do bloco que deveria atender os dois cursos. Enquanto as obras não são concluídas os alunos tem que dividir espaço com outros cursos e, em certas ocasiões, ficam até sem sala. “Na quarta-feira teve um caso desse. Nós estamos emprestando uma sala do curso de enfermagem, porém há dias da semana em que a sala está ocupada e ficamos sem aula pelo menos até o terceiro tempo, às 20 horas”, relata a estudante da turma 2013 do curso de direito, Thaís Lima.

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De acordo com os alunos, as obras estão paralisadas há mais de cinco meses, depois que a empresa construtora entrou em estágio de falência. “Na última reunião que a reitoria fez com os alunos foi repassado que a empresa não cumpriu a sua parte no acordo firmado com a licitação do prédio; por isso o repasse estava retido e as obras paradas. A reitoria foi além e afirmou que o dinheiro estava retido porque a empresa realizou só 10% da obra e de acordo com a licitação o primeiro repasse ocorreria apenas com a entrega de 15%”, recorda Max.

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O reitor da Unifap José Carlos Tavares confirma os motivos das paralisação da obra. Segundo ele, a Unifap terá de abrir mais um processo licitatório para contratação de uma nova empresa. Os alunos também pedem uma atualização da bibliografia. “Se você for à biblioteca e pegar um livro de direito tributário, por exemplo, vai receber um exemplar do Professor Damásio, um grande teórico brasileiro da área, e vai constatar que o livro é dos anos 90, algo que nos prejudica bastante, pois na área jurídica esses conteúdos são constantemente atualizados”, revela o estudante do curso de direito, Danilo Feijó.

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Danilo Feijó

Os alunos estão cansados de buscar o conhecimento fora dos campos da universidade.

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