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Desde a semana passada acordar ainda mais cedo tem sido uma rotina na vida dos pais que tentam matricular os filhos na rede estadual. Mas também é preciso contar com a sorte. Após a chamada escolar, realizada, no fim do ano passado, os pais agora precisam torcer para que o nome do filho seja sorteado na escola em que ele pretende estudar. Os polêmicos sorteios de vagas prosseguiram nesta segunda-feira, 27.

Como sempre, a procura pelas escolas mais tradicionais é maior, o que tem obrigado os colégios a sortear as vagas. É uma maneira de acabar com as filas e acampamentos na frente das escolas. Algumas, como a Modelo Guanabara, localizada no centro da capital, já estão com as suas vagas preenchidas.

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Nesta segunda-feira, 27, foi a vez da Escola Estadual Irmã Santina Rioli, no bairro do Trem. Conhecida pela qualidade e gestão e ensino, a escola realiza esse sistema de distribuição todos os anos alegando ser a única forma de dar uma chance igual para todos que querem vagas. Este ano, mais de 800 pais disputam de pouco mais de 200 vagas. “Esse modelo de sorteio já é usado há muitos anos, e a nossa escola sempre teve muita procura, por isso a necessidade de um sorteio aberto, para garantir que não haja qualquer tipo de favorecimento”, disse em seu pronunciamento aos pais a diretora da escola, freira Maria Clara Rubert.

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Para 2014 estão sendo ofertadas 210 vagas a alunos do 6º ano (antiga 5ª série), porém a procura foi bem maior e muitos pais que não tiveram sorte foram embora pensando em um “plano B”. “Agora o caminho é continuar mantendo o meu em uma escola particular, pois entre as escolas públicas essa era a única escolha”, contou frustrado a bombeiro militar Marisa Marques.

Marisa Marques - Bombeiro Militar

Marisa Marques – Bombeiro Militar afirma que essa era a única  opção de escola pública que queria para o filho, que continuará em uma escola particular.

Todos os três filhos de Marisa estudam em escolas particulares, mas ela sempre teve vontade de coloca-los na escola Santina Rioli. “Todos os anos eu venho disputar as vagas, mas nunca tive sorte. Foram três vezes”, lamentou.

Já para a dona de casa Joelma de Almeida Vilhena, moradora do bairro Santa Inês, a boa notícia veio no primeiro nome. Seu filho, Jackson de Almeida Avis, de 11 anos, está com a vaga garantida. A felicidade no rosto da mãe demonstrava o quanto essa vaga era esperada. “Antes de chegar à escola vinha rezando pedindo a Deus para que uma vaga fosse do meu filho. Graças a ele posso voltar ir para casa feliz”, festejou a mãe.

Joelma de Almeida Vilhena

Joelma de Almeida estava muito feliz, o nome do filho foi o primeiro a ser chamado pelo sorteio

A Secretaria de Educação do Estado soltou nota afirmando que este ano todos os alunos terão vagas garantidas, principalmente se quiserem estudar perto de casa. O problema é que nem sempre perto de casa o ensino é bom.

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