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A maioria dos invasores retirados pela Polícia Militar de um terreno particular no Infraerro II nesta terça-feira, 14, já tinha invadido o local antes. Foi a terceira vez que a área foi ocupada irregularmente. O 2º Batalhão da PM, que conduziu a operação de retirada das famílias, vai sugerir que a Justiça decrete a prisão dos principais invasores em caso de reincidência.

No total mais de 200 barracos de madeira foram construídos na área no ano passado. As famílias foram notificadas no dia 18 de novembro, e de novo foram avisadas na última sexta-feira, 10. “Quando chegamos já havia apenas 15 famílias no local. O restante já tinha saído. Em outros casos só fizeram construir os barracos”, comentou o major Roberto, comandante do 2º Batalhão da PM.

Não houve resistência. As famílias foram transportadas com seus pertences para residências de parentes. No ano passado o batalhão fez várias desocupações de terras na zona norte da capital cumprindo determinações judiciais. De setembro a dezembro foram três operações. A do Infraero II foi a primeira de 2014.

A maioria das invasões em período pré-eleitoral tem a participação de políticos que incentivam a mobilização das famílias prometendo que se foram eleitos farão articulações para a permanência delas no local. Em outros casos, as ocupações ocorrem por pura especulação imobiliária. É construir o barraco e ver se dá certo, ou como se costuma dizer popularmente “vai que cola….”. Ruim para as crianças, como a da foto, que assistem tudo sem entender direito. Só sabem que homens de farda estão destruindo suas casas.

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