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As primeiras mortes do ano no trânsito ocorreram nas rodovias estaduais do Amapá, um dado que assusta a sociedade e preocupa as autoridades. A Secretaria de Transportes do Estado (Setrap), responsável pelo gerenciamento das estradas estaduais, responsabiliza a imprudência dos motoristas. O caso mais recente foi de uma menina de apenas dois anos, atropelada na Rodovia Salvador Diniz, no Igarapé da Fortaleza.

Segundo testemunhas, Eloise Duarte de Souza, de dois anos, caminhava no acostamento com a irmã Eloana, de 11 anos, quando foram atingidas por um corsa dirigido por Diego Armando de Souza Almeida. O condutor do carro fugiu e se apresentou à Unidade de Policiamento Comunitário (UPC) da Área Portuária de Santana, alegando que não socorreu as crianças porque populares queriam linchá-lo. O motorista passou pelo teste do bafômetro, mas o aparelho não registrou presença de álcool.

No início da semana, um homem de 57 anos foi atropelado na Rodovia Duca Serra, em frente ao clube campestre da AABB. O veículo era um ônibus da empresa Sião Tur. O motorista alegou que o ciclista atravessava a pista irregularmente quando houve o atropelamento.

O repórter policial Bolero Neto, que registra dados de violência durante todo o ano, contou pelo menos 31 mortes nas três principais rodovias estaduais, a Duca Serra, JK e AP-70 durante o ano passado. Isso sem falar das mortes que ocorreram em rodovias federais.

Casos como esses preocupam a Polícia Militar e o Setrap. “Ficamos muito preocupados com o número de acidentes das rodovias. Os motoristas andam com a velocidade acima do permitido. Às vezes estão alcoolizados e isso causa esses acidentes que poderiam ser evitados se não houvesse tanta impudência”, explicou o técnico de transporte do SETRAP, Antônio Santos.

ELOYSE

Mas algumas pequenas obras poderiam evitar acidentes. Moradores do Igarapé da Fortaleza já tinha denunciado o excesso de velocidade no trecho da Rodovia Salvador de Diniz e pediram a instalação de lombadas no trecho. Agora, por mais que isso ocorra, para Eloise, que não teve nem chance de frequentar uma escola, isso não fará diferença alguma.

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