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Orquestras do Amapá e da Guiana Francesa se encontraram no Teatro das Bacabeiras, na noite desta quarta-feira, 26, para um concerto onde a língua era o que menos importava. A linguagem universal da música atraiu dezenas de apaixonados. Villa-Lobos e Mozart estavam no repertório. A regência da Orquestra Essência, pelo maestro Elias Sampaio, foi o ápice da noite. Um novo encontro deve acontecer do outro lado do oceano, na França.

Maestro Elias Sampaio regendo músicos brasileiros e franceses. A música é o idioma universal

Maestro Elias Sampaio regendo músicos brasileiros e franceses. A música é o idioma universal

O concerto teve a participação de 30 músicos brasileiros e 25 franceses que ensaiaram juntos durante três dias. A união de pessoas com idiomas diferentes não impediu a troca de experiências. “A dificuldade de idioma foi vencida de uma forma muito alegre. Um curso de francês foi ministrado aos músicos amapaenses para vencer a barreira da língua. Os músicos se identificaram muito rápido e já criaram laços de amizade”, afirma o maestro Elias Sampaio.

Músicos amapaenses fizeram um curso rápido de francês para as primeiras conversas. A música fez o resto

Músicos amapaenses fizeram um curso rápido de francês para as primeiras conversas. A música fez o resto

O pianista francês Patrício Malcon acredita que a experiência adquirida com a orquestra amapaense reforça as relações entre os dois lados. “É uma experiência inesquecível. A delegação guianense nunca imaginou encontrar tanto calor humano, profissionalismo e aprendizado. Tudo isso tem um valor muito grande. Adoramos a orquestra amapaense por ser um projeto social e isso já nos ensina muito”.

O próximo passo dessa cooperação será a viagem da delegação amapaense à França. “Não está marcada a viagem ainda, mas provavelmente isso ocorra em junho deste ano e será um passo imenso para as relações bilaterais e um aprendizado musical incrível para os músicos”, avaliou Sampaio.

O público compareceu em peso ao Teatro da Bacabeiras. “Essa apresentação fomenta a cultura, além de presentear os amapaenses com um espetáculo desse nível. A linguagem musical é universal. Eles podem não falar a mesma língua, mas quando tocam embalam os corações e isso é o que importa”, frisa a professora Hilma Soares.  “A orquestra amapaense tem muito a ensinar para os franceses e vice-versa. Eles têm um carisma e uma vontade de aprender incrível. Estou maravilhado com a recepção e o interesse da orquestra Essência”, acrescentou o regente da orquestra guianense, Gean Garcia.

 

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