Compartilhamentos

Assaltos a taxistas são cada vez mais comuns em Macapá. De acordo com o Sindicato dos Taxistas (Sintaxi), por mês são no mínimo quatro crimes, e alguns seguidos de morte. O período de pagamento do funcionalismo é quando os taxistas são mais chamados e também mais visados pelos assaltantes.

Taxistas são mais visados em época de pagamento do funcionalismo

Taxistas são mais visados em época de pagamento do funcionalismo

Os assaltos a taxistas ocupam o terceiro lugar no rancking policial. No ano passado o Centro Integrado Operacional de Defesa Civil (Ciodes) registrou mais de 1.100 ocorrências. “É muito difícil para o taxista mapear quem pode ou não ser assaltante, mas geralmente eles agem com muita violência, levam os taxistas para fora da cidade e se há reação eles matam sem medo nenhum”, explica o presidente do Sintaxi, Rizonilson Barros.

Rizonilson Barros, presidente do Sintaxi: "É impossível identificar quem é assaltante"

Rizonilson Barros, presidente do Sintaxi: “É impossível identificar quem é assaltante”

Os taxistas procuram formas de proteção. Colocam câmeras de segurança no interior dos veículos, usam números de emergência com o Rádio Táxi e preferem não trabalhar durante o período noturno, segundo eles isso diminui a ação asslatantes.

Números do Sintaxi demonstram que 70% dos taxistas não trabalham no período noturno. Antônio Dias é motorista de táxi há 10 anos e prefere trabalhar durante o dia justamente pelo medo de assaltos. “À noite é mais perigoso, eu nunca trabalhei à noite para evitar esse tipo de situação, tanto que até hoje nunca fui assaltado. Já vi tive amigos que morreram na noite e outros tantos que foram assaltados”.

Taxista Antônio Dias nunca foi assaltado, mas porque nunca trabalhou à noite.

Taxista Antônio Dias nunca foi assaltado, mas porque nunca trabalhou à noite.

A grande preocupação do sindicato é que 20% dos assaltos não são registrados nas delegacias de polícia. Os casos mais comuns são de furtos, roubo, sequestro e latrocínio. No ano passado 18 taxistas perderam a vida ao reagir a assalto.

O caso mais recente aconteceu com o taxista Antônio Aguiar, que sofreu sequestro, teve o carro roubado e foi deixado por bandidos no Marabaixo Quatro. “Graças a Deus não me mataram. A polícia já prendeu os meus sequestradores, mas eu não quero que os meus companheiros de trabalho passem pela mesma situação que vivi”.

 

Compartilhamentos