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Macapá completou 256 anos nesta terça-feira, 4. Anos de histórias magníficas e de poucas mudanças. O que as pessoas ainda esperam do nosso município. SelesNafes.com conversou com alguns moradores para saber o que ainda esperam para o futuro da cidade.

 Herivelto Marciel – Pintor e Artista Plástico (2)

Herivelto Marciel – pintor e artista plástico – 63 anos

“O que Macapá precisa é um maior incentivo aos artistas por partes dos governantes. Hoje estamos carentes de um espaço para mostrar os trabalhos artísticos. Macapá está em um momento em que as pessoas começam a buscar mais as produções artísticas. Precisamos ter a retomada do centro de música Walkiria Lima e Escola de Artes Cândido Portinari para fazer renascer esse caminho artístico tão importante para a manutenção das nossas culturas.”

 Elenir Quintela - Professora de História (1)

Elenir Quintela – professora de história

“Acho que o alicerce de qualquer transformação em uma sociedade é a educação. Então creio que cada professor tem que se valorizar. Estudantes tem saber que a sala de aula é um local sagrado, de produção de saber. As pessoas tem que saber que a educação é muito mais que uma obrigação. Temos que reconhecer que ela é a mudança para tempos melhores. É preciso um incentivo também por parte dos nossos políticos. Temos que observar um maior incentivo aos professores, principalmente de escolas públicas, que tentem a perder aquele amor pelo ensino com o decorrer da carreira, pois a categoria não é bem incentivada. Só assim poderemos mudar, pois a educação pode mudar tudo, o sistema criminal, o sistema de saúde e outras áreas”.

 

Manoel Bispo – Compositor e Escritor (1)

Manoel Bispo – Compositor e Escritor – 68 anos

“Em minha opinião muitas coisas tem de mudar. Governo e Prefeitura estão fazendo algo pelos munícipes, porém as pessoas têm de cuidar mais da nossa cidade e cultura. Não adianta os artistas receberem um incentivo se as pessoas não consomem o que é feito na terra, as pessoas consomem o que vem de fora, e pouco procuram sobre as nossas culturas. Nós temos mania de sempre esperar uma resposta dos políticos, mas as pessoas são muito importantes nessa realidade. Lógico que precisamos de um espaço cultural, de uma feira cultural mensal, em que as pessoas possam vender os seus produtos. Hoje a realidade é boa, mas queremos algo melhor. O incentivo é importante, mas pensamos errado em querer só algo que venha de cima, as pessoas têm de procurar incentivar os nossos artistas”.

 

 Igor Nascimento – Instrutor Fumé de Capoeira (1)

Igor Nascimento – Instrutor Fumé de Capoeira – 33 anos

“Os projetos esportivos e culturais ainda sofrem com a falta de incentivo, por isso pedimos um melhor incentivo para desenvolver os nossos trabalhos. Por exemplo, o nosso projeto de capoeira, temos três pólos, dois em Macapá e um em Santana que são mantidos pela sociedade civil, pois quando batemos na porta de governantes e empresários somos marginalizados. Acho que o incentivo esportivo é uma bandeira para esse ano de 2014, pois as pessoas têm de lutar dentro e fora das competições para manter os seus sonhos.”

 Mônica Ramos – divulgadora do Marabaixo no Amapá (1)

Mônica Ramos – divulgadora do Marabaixo no Amapá

“Nós estamos precisamos de um maior respeito por parte dos nossos governantes. O Marabaixo é uma dança belíssima e traz muito da nossa cultura primitiva, mas os jovens pouco respeitam o Marabaixo. O que precisamos é levar essa dança para todas as classes, disseminar a nossa mensagem para que as pessoas voltem a ter orgulho dessa dança, que representa muito bem o Amapá. O que não adianta é não conseguimos levar isso as escolas, tratar o lado histórico da dança nas escolas, sem o incentivo dos nossos governantes”.

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