O Conselho Tutelar da Zona Sul de Macapá prendeu na manhã desta segunda-feira, 10, a mãe que confessou ter queimado de propósito as mãos do filho de apenas 7 anos usando dois ovos quentes. O caso ocorreu na tarde da última quinta-feira, 6, em uma área de pontes do bairro Zerão, mas só foi denunciado à Polícia Militar na tarde do último domingo, 09.

A denúncia partiu de um vizinho que ao ver a mão da criança resolveu perguntar à ela o que tinha ocorrido. A criança constou a história e depois o vizinho foi até a mãe e repetiu a pergunta.  “Segundo o relato que o vizinho repassou para a Polícia Militar, a mãe da criança havia dito que a queimadura era proveniente de mingau quente, e que a vítima havia colocado a mão dentro da panela em um descuido. Mas a criança já havia relatado que havia sido obrigada a segurar dois ovos quentes após ter pegado uma moeda na bolsa da mãe. Ele queria comprar um biscoito para lanchar”, contou a conselheira tutelar que atendeu o caso, Regiane Gurgel.

Após o relato da criança ao Conselho Tutelar, Delina da Silva Cruz, de 22 anos, confessou que havia cometido o ato violento como forma de punir o filho que havia pegado uma moeda de R$ 1,00 de sua bolsa. A avó materna confirmou o castigo violento, mas defendeu a filha afirmando que essa foi a única forma de ensinar a criança que já teria cometido outro furto em casa.

A mãe da criança foi levada ao Ciosp do Congós e deve ser transferida para a penitenciária feminina onde deve esperar pelo julgamento por crimes maus-tratos e agressão física. Já a criança torturada teve alta do hospital e está sob a guarda provisória do avô paterno, com quem já passava a maior parte do dia.

Agora o caso está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar, que preparou o termo de responsabilidade assinado pelo avô. A criança deve receber acompanhamento psicológico e médico até conseguir curar os ferimentos. “Já a família estará sendo acompanhada por uma assistente social, que avaliará o ambiente em que a criança está sendo cuidada para evitar com que novas agressões ocorram”, concluiu Regiane Gurgel.