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Durante este mês uma combinação de fatores pode colocar o centro comercial da capital no fundo. Essa receita inclui maré alta e chuva, dois ingredientes abundantes no mês das águas, mas que somado a um descuido por representar muito prejuízo para o comércio lojista.

Foto: CBNFOZ

Canal da Avenida Mendonça Júnior. Foto: CBNFOZ

Em 1950, Canal da Avenida Mendonça Júnior já tinha a função de impedir que a frente da cidade alagasse com a maré alta. Ainda não havia muro de arrimo. Foto: Blog Porta Retrato

Em 1950, Canal da Avenida Mendonça Júnior já tinha a função de impedir que a frente da cidade alagasse com a maré alta. Ainda não havia muro de arrimo. Foto: Blog Porta Retrato

A Defesa Civil emitiu boletins de alerta de alagamentos para todo o mês de março. A maré alta do Rio Amazonas, no meio da tarde, pode ultrapassar os 3 metros e meio. O que impede o centro comercial de ir para o fundo são as comportas do canal da Avenida Mendonça Furtado, controladas por funcionários da prefeitura de Macapá.

O canal foi construído na década de 1940, nos primórdios da capital. No momento mais crítico as comportas precisam ser fechadas para impedir que o Rio Amazonas invada o canal e o faça transbordar. Mas esse “sistema de defesa” já falhou algumas vezes.

Balneário de Fazendinha no fundo com a maré do Amazonas num mês de março. Foto: Edson Maia

Balneário de Fazendinha no fundo com a maré do Amazonas num mês de março. Foto: Edson Maia

Hoje os funcionários estão mais alertas, mesmo assim é natural que haja alguns alagamentos considerados moderados. “Com certeza um prejuízo bem menor do que se deixarmos as comportas abertas”, pondera o secretário de Manutenção Urbanística da PMM e coordenador da Defesa Civil do município, José Mont’ Alverne.

Na segunda-feira, 3, a maré atingiu os 3 metros e meio como era esperado pelos meteorologista e a Defesa Civil, mas não chovia forte e as comportas estavam fechadas. Em anos anteriores, a maré chegou a quase 4 metros, causando alagamento de balneário como Fazendinha e complexo Beira-Rio. Até o fim de março, os lojistas vão torcer para que o sistema de defesa continue funcionando

 

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