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O padrasto que, segundo a polícia, estuprou o enteado de apenas 1 ano e 2 meses por pouco não foi morto por detentos do Iapen, na tarde desta sexta-feira, 14. Presos conseguiram arrancar as grades da cela onde o estuprador estava preso e isolado. José Nilton Sena, de 18 anos, levou estocadas e golpes com pedaços de madeira, mas não corre risco de morte.

José Nilton sendo atendido no Hospital de Emergência. Será transferido do Iapen para não morrer

José Nilton sendo atendido no Hospital de Emergência. Será transferido do Iapen para não morrer

José Nilton foi preso nesta quinta-feira, 13, por ter estuprado a criança na casa onde morava com a mãe do menino, no bairro Perpétuo Socorro. O caso criou uma comoção na opinião pública e também entre os presos. O menino segue internado no Pronto Atendimento Infantil, com infecção no ânus, nos pulmões e também teve o baço e o fígado comprometidos. Os médicos esperam que ele se recupere com medicamentos, mas há a possibilidade de uma cirurgia.

A invasão da cela ocorreu por volta das 16 horas. José Nilton estava sozinho. “Nem tentamos colocá-lo na cela dos estupradores, porque ele também seria morto. Existe uma ética entre eles do que pode e o que não pode ser feito”, explicou o presidente do Instituto de Administração Penitenciária, Nixon Kennedy.

Detentos quebraram a parede para arrancar as grades e invadir a cela. José Nilton foi atingido com estoques e apanhou muito dentro da cela. Nenhuma estocada foi grave, mas ele só não morreu por causa da interferência da guarda interna. “Foram cenas de selvageria, mesmo. Não vamos permitir que ele seja assassinado”, garantiu Kennedy.

José Nilton foi levado para o Hospital de Emergência onde recebeu atendimento. A penitenciária está superlotada e não há outra cela disponível. Ele será transferido para o Centro de Custódia do Novo Horizonte, que também não é preparado para receber criminosos como ele. É o mesmo lugar de onde fugiram 5 detentos na véspera do Natal.

 

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