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Em Macapá quem depende do transporte público precisa de muita paciência. Além da demora, muitos ônibus quebram durante o percurso indignando ainda mais os passageiros. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SETAP), por dia quebram de cinco a dez veículos, a maioria por causa das péssimas condições das ruas e avenidas da cidade. Só na manhã desta terça-feira, 25, três veículos quebraram no centro da cidade.

Artur Sotão

Artur Sotão – diretor de bilhetagem do Setap

Segundo o Setap a situação das ruas da cidade força as empresas a fazerem manutenção diária nos carros. O problema se agrava ainda mais nos bairros mais distantes do centro, que não tem asfalto, apenas buracos e muita lama. Por conta disso, as viagens atrasam e a população reclama. “As ruas não oferecem condições de tráfego. Os ônibus quebram muito, e a Prefeitura não da conta de atender toda cidade. A situação é pior nos bairros periféricos que são menos favorecidos com serviços de tapa-buraco e recapeamento”, afirmou diretor de bilhetagem do sindicato, Artur Sotão.

a longa espera por nibus

 

Quem mais sofre com esse problema são os passageiros que se atrasam para os seus compromissos devido à longa espera nos pontos de ônibus. “Eu tenho que ir para o trabalho. Até eu pegar outro ônibus vou me atrasar muito e ainda vou levar advertência do meu chefe. Tudo por conta dessas ruas só buracos e do descaso dos nossos gestores”, reclama o vendedor Janary Souza Farias.

Adilene Ferreira

Adilene Ferreira

Apenas na capital do estado circulam 188 ônibus. Muitos não oferecem as condições mínimas para os passageiros. “Quando chove aparecem goteiras dentro do ônibus. As cadeiras não têm forro. Os ônibus são muito quentes, e nos horários de pico a gente falta morrer com falta de ar”, declara a autônoma, Adilene Ferreira.

assentos rasgados

As reclamações dos usuários do transporte coletivo são muitas. “Eles querem que a gente pague esse preço de R$ 2,10 pela passagem sem melhorar a qualidade do serviço. Para o Marabaixo III onde eu moro, existem quatro ônibus. Os motoristas não vão até o final da linha e às vezes não param para as pessoas idosas”, denuncia a estudante de 14 anos, Janaina dos Santos.

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