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Fortes rajadas de vento causaram destruição em vários bairros de Macapá no início da manhã desta segunda-feira, 21. A área mais afetada foi a Zona Norte da capital, onde casas foram destelhadas e até a quadra de uma escola foi parcialmente destruída.

O fenômeno ocorreu por volta de 5h30. No bairro Novo Horizonte os moradores ouviram um barulho parecido com o de um avião. “Parecia uma turbina. Durou uns cinco minutos. Foi assustador”, disse a comerciante Maria Salustiana, que teve a casa parcialmente destelhada. Também no Novo Horizonte a escola estadual Professora Rivanda Nazaré teve a quadra destelhada e até um muro foi derrubado. Não há registros de feridos.

Muro da escola não resistiu à força do vento

Muro da escola não resistiu à força do vento

Dalcilene se escondeu com a filha debaixo de uma cama: "Parecia que estavm jogando muitas pedras em cima da casa"

Dalcilene se escondeu com a filha debaixo de uma cama: “Parecia que estavm jogando muitas pedras em cima da casa”

No conjunto Mestre Oscar, bairro Ipê, a Defesa Civil contabilizou pelo menos 41 casas afetadas. “Eu ouvi um barulho muito grande. Era como se estivessem jogando muitas pedras em cima da minha casa. Corri para o quarto da minha filha e a gente ficou debaixo da cama”, relatou ainda assustada a dona de casa Dalcirene Almeida, moradora da quadra 9 do Conjunto Mestre Oscar. Quando o vento acalmou Dalcirene percebeu que pelo menos 70 telhadas tinha sido levadas.

No conjunto Mestre Oscar pelo menos 41 casas foram afetadas

No conjunto Mestre Oscar pelo menos 41 casas foram afetadas

Moradores fazendo reparos nos telhados. Não há registros de feridos

Moradores fazendo reparos nos telhados. Não há registros de feridos

O Instituto de Hidrometeorologia do Ieap diz que o fenômeno foi um vendaval, que normalmente tem ventos superiores a 30 quilômetros por hora. Ainda será necessário um levantamento mais preciso sobre a velocidade do vendaval desta segunda-feira. “Esse fenômeno é conhecido como frente de rajada, o vento forte que antecede uma chuva. E choveu muito, cerca de 15 milímetros”, explicou o chefe do instituto, Jeferson Vilhena.

 

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