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Depois de cinco horas reunidos com o Governo do Estado do Amapá (Gea) na última quinta-feira, 3, representantes dos professores voltaram a se reunir nesta sexta-feira, 4, para discutir os 8,32% de reajuste oferecido pelo governador Camilo Capiberibe (PSB). No entanto, os ânimos ficaram exaltados com chegada de um grupo de pessoas que começou a fazer panfletagem em frente à sede campestre do Sindicato dos Servidores da Educação (Sinsepeap), onde ocorria a assembleia. Houve tumulto, empurra-empurra e muito bate-boca que terminou com a chegada da Polícia Militar.

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A assembleia começou por volta das 17 horas, e logo começou a confusão. A polícia militar teve que ser chamada. Para o sindicato,  a panfletagem com informações sobre os denunciados no inquérito da Operação Mãos Limpas pretendia desarticular a reunião. “Nós estávamos nos reunindo para discutir com a categoria sobre a proposta repassada durante a última reunião com o governo, quando um grupo tentou invadir a nossa sede”, contou o presidente do sindicato, Aroldo Rabelo.

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap

Os professores estavam reunidos para receber os últimos informes sobre a mesa de negociação com governo, em que conseguiram além dos 6%, dado a todo o funcionalismo público, mais 2,32%. “Após uma noite de negociação conseguimos esse percentual de 8,32%. Agora, pela lei do piso, precisamos de mais 26,8% para que o piso nacional da educação seja implantado no Amapá”, acrescentou Rabelo.

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Mesmo recebendo esse percentual a categoria descartou a indicação de um movimento de greve, proibido em meio ao período eleitoral de acordo com Estatuto do Sindicato. Com isso, as negociações só devem retornar em 2015, após o período eleitoral. “Tentamos negociar de todas as formas, porém o governo mostrou mais uma vez que não estar apto a gerir um estado. Como agora não podemos fazer nada, por conta do período eleitoral, aceitaremos esse aumento, aguardando agora a movimentação do ano que vem”, concluiu o presidente.

O percentual proposto pelo governo já foi votado e aprovado na Assembleia Legislativa, que tinha até segunda-feira, 7, para bater o martelo. Na teoria, os professores do Amapá já recebem o piso, devido à incorporação da regência de classe de forma permanente no salário dos docentes. Porém, a categoria luta para que o salário base seja nivelado com o piso.

O piso nacional da categoria é de R$ 1.697,39. No Amapá um professor iniciante está recebendo cerca de R$ 1,2 mil, mais 100% de regência, que eleva o salário mínimo de um docente em R$ 2,4 mil.

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