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Uma comissão de promotores do Ministério Público do Estado vai analisar documentos encaminhados pelo Ministério Público Federal referentes à operação Mãos Limpas. Na semana passada, procuradores federais informaram que os casos do ex-prefeito Roberto Góes e do ex-governador Pedro Paulo Dias, precisavam ser investigados por promotores estaduais.

Roberto Góes, ex-prefeito, passou 42 dias preso acusado de interferir nas investigações da PF

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Os documentos foram entregues na quinta-feira passada, 3, e foram transportados por policiais federais até a sede do MP. Na remessa estavam documentos, fotos, CDs, DVDs e memórias de computador. A operação Mãos Limpas foi deflagrada em setembro de 2010. Na semana passada, o ex-governador do estado Waldez Góes e mais 18 pessoas foram denunciadas em duas ações por corrupção envolvendo recursos da Educação e da Segurança Pública. O desvio teria sido superior a R$ 100 milhões.

A deputada estadual Marília Góes (PDT), o conselheiro de Contas Júlio Miranda, o ex-prefeito Roberto Góes (PDT) e o ex-governador Pedro Paulo Dias (PP) ficaram de fora. Os casos de Marília Góes e Júlio Miranda correm em segredo de Justiça no Tribunal Regional Federal e no Superior Tribunal de Justiça.

A comissão de promotores e servidores foi nomeada pela procuradora geral do MP, Ivana Cei. “Após a análise, a comissão irá adotar as medidas pertinentes”, declarou a procura em nota divulgada pela assessoria de comunicação do Ministério Público.

 

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