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Morreu por volta das 7 horas da manhã desta segunda-feira, 28, o universitário Raoni Almeida Ramos, de 20 anos. Ele estava em coma desde a semana passada quando o estado de saúde dele agravou-se em consequência do tiro de cartucheira que recebeu de um primo. O crime ocorreu na final do campeonato carioca e comoveu Macapá por causa da história de superação do jovem que andava 10 quilômetros todos os dias para chegar à faculdade.

Raoni morava em uma comunidade rural do KM-9, próximo à BR-210, e cursa direito em uma faculdade particular na Lagoa dos Índios graças a uma bolsa integral dada pelo governo federal por causa da nota do jovem no Enem. Apesar da pobre, o rapaz sempre tirava boas notas e se esforçava para melhorar a condição da família por meio dos estudos.

No dia da final do Carioca, uma brincadeira provocativa entre ele e o primo resultou numa emboscada. O tiro de cartucheira perfurou pulmões e os rins. Um deles foi retirado, e o segundo tinha paralisado. Na semana passada, Raoni entrou em coma.

A condição dele era tão crítica que era impossível retirá-lo da UTI para fazer um exame de tomografia e muito menos para resistir a uma segunda cirurgia. “O estado dele era muito grave, com poucas chances mesmo”, resumiu o diretor do HE, Regiclaudo Silva.

Um amigo da família, dono de uma funerária, está providenciando caixão e o velório.

 

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