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Após o aparecimento de alguns destroços no rio Cassiporé, na costa amapaense, a cerca de 200 quilômetros de Oiapoque, várias especulações surgiram sobre a verdadeira origem das peças. No primeiro momento foi informado que poderia ser de um avião comercial ou de taxi aéreo que trafegava entre a Guiana Francesa e o Suriname. Porém, a especificação que mais ganhou força, e que é defendida pela equipe do Instituto Chico Mendes (ICMBio) que esteve no local, é de que se trata de partes de um foguete usado para colocar satélites na órbita terrestre.

Na busca por mais informações sobre o assunto, nossa equipe de reportagem conversou com o piloto do Governo do Estado, Carlos Lima, mais conhecido no setor aéreo como Carlão. Com 35 anos de experiência, Carlão tem quase certeza de que os destroços são realmente partes de um foguete. “Pela aerodinâmica que observei nas fotos tenho 90% de certeza que se trata de um pedaço de foguete usado para levar satélite ao espaço, pois a fuselagem não contém peças que pareçam ser de uma aeronave”, explicou o piloto.

Foto: Corpo de Bombeiros

Foto: Corpo de Bombeiros

Para ele, outro ponto que pode ser determinante é a proximidade do local com a estação de lançamento de satélites de Kourou, na Guiana Francesa. “O mais provável é que essa fuselagem possa ter sido arrastada após ter caído no Oceano Atlântico até se prender a um banco de areia no Cassiporé, afluente do rio Oiapoque”, acrescentou Carlos.

Para ajudar nas investigações, o delegado civil da unidade de Oiapoque, César Vieira, enviou as fotos dos destroços aos responsáveis pela estação espacial de Kourou. Ele quer saber se os técnicos da estação reconhecem as peças ou não.

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