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Além dos professores, na manhã desta quarta-feira, 7, cerca de 350 agentes de endemia do município de Macapá participaram de uma paralisação de advertência em apoio a Confederação Nacional dos Agentes de Saúde. O protesto aconteceu na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá. Os servidores reivindicam mudanças no piso nacional da categoria, pagamento do retroativo e progressão salarial. De acordo com o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde Municipal, a votação do novo piso salarial no Congresso Nacional estava prevista para o dia 13 deste mês, mas foi antecipada para esta quarta-feira, 7, e isso desarticula a organização da categoria que foi pega de surpresa e não conseguiu chegar em Brasília para acompanhar a votação.

Os agentes de saúde são responsáveis por visitas domiciliares do programa saúde da família. Os agentes de endemias são responsáveis pelo combate aos focos de mosquitos da dengue e da malária. A lei do piso salarial dos agentes de saúde é uma bandeira de luta antiga da classe. A lei circula no Congresso Nacional há 9 anos e trata basicamente da mudança no salário dos agentes, que é de R$ 722 e com a aprovação da lei passaria a ser de R$ 1.014.

Segundo o Sindicato, no início do ano foi agendado que a votação seria no dia 13 de maio, então a categoria vem se mobilizando para pressionar o Congresso. “Tínhamos articulado a nossa participação na votação do piso. Não sabemos porque foi antecipada, mas caso a lei não seja aprovada vamos com certeza fazer greve”, ameaçou o presidente do sindicato, Jó Pereira Ferreira.

Jó Pereira Ferreira, pres. do sindicato: "Se a lei não for aprovada com certeza faremos greve"

Jó Pereira Ferreira, pres. do sindicato: “Se a lei não for aprovada com certeza faremos greve”

Além do piso salarial, a categoria reivindica melhores condições de trabalho e um tratamento melhor da Prefeitura. Segundo os agentes, existem casos de assédio moral por parte da Prefeitura de Macapá. “Não temos boletim de campo, muitas vezes fazemos coleta para comprarmos o papel. Além disso, há uma pressão da Prefeitura para não fazermos qualquer movimento de paralisação ou greve. Na mesa de negociação só prevalece o lado do município, isso não é negociação”, desabafa a agente de saúde municipal, Ane Melo.

Agente de endemia, Ane Melo:  "só prevale o lado do município"

Agente de saúde, Ane Melo: “só prevale o lado do município”

Os trabalhadores que recebem abaixo do salário mínimo não aceitam o reajuste salarial de 6% proposto pala Prefeitura de Macapá. “O reajuste que a prefeitura quer nos dar é em cima de R$ 722 e não do salário mínimo atual. Hoje a Prefeitura nos deve cinco progressões e um retroativo, e nas negociações nada se resolve”, explicou o agente de endemias, João Gomes.

 

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