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Macapá foi marcada nesta quarta-feira, 7, por paralisações de diferentes categorias do setor público, entre elas a dos servidores municipais de educação, que se juntaram aos agentes de endemias na Praça da Bandeira, Centro da capital. A categoria decidiu em assembleia geral paralisar por três dias para protestar contra a incorporação da regência de classe proposta pela prefeitura, além de reivindicar o pagamento de insalubridade e reajuste salarial. A classe ameaça a prefeitura com greve, caso não haja um entendimento.

Professores tiveram três propostas rejeitadas pela PMM

Professores tiveram três propostas rejeitadas pela PMM

A categoria é formada por 2 mil professores. As três propostas de reajuste apresentadas pela categoria foram rejeitadas pela prefeitura. A primeira seria um reajuste de 28%, a segunda de 14%, e na última o reajuste poderia ser de 9%. Segundo a categoria, há uma barreira por parte da prefeitura em não negociar. “Sempre estivemos abertos para a negociação, tanto que baixamos o máximo que podíamos, percebemos por parte da prefeitura um entrave de não querer fechar acordos. Caso não decidam até na sexta, na próxima semana começamos a greve”, ameaçou o diretor executivo municipal do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá, Ailton Costa.

A insalubridade de serventes e merendeiras não está sendo paga, assim como o reajuste para auxiliares educacionais, segundo a entidade. A categoria, que não tem concurso público há 10 anos, diz estar cansada de tanta “enrolação” e ainda afirma que a educação municipal está um caos. “Estamos cansados dessa mesa de negociação que não avança. A última escola construída pela prefeitura foi há sete anos. Isso tudo reflete na sobrecarga de trabalhos, em escolas caindo aos pedaços e na superlotação de creches”, explicou a professora Jandira Lopes.

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap, acha que existe uma pré-disposição da prefeitura em não fechar o acordo

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap, acha que existe uma pré-disposição da prefeitura em não fechar o acordo

A proposta da prefeitura foi de incorporação da regência de classe aos salários, como ocorreu com a prefeitura de Santana e com o Governo do Estado, neste último caso culminando com uma greve de durou mais de 2 meses em 2012. Com a incorporação, o salário do professor atinge o piso nacional da categoria, mas de forma equivocada na opinião do sindicato e sem ganhos reais.

Por outro lado, a comissão de negociação criada pela prefeitura tem dito que o município não está intransigente, tanto que o próprio prefeito Clécio Luis participou de uma das assembleias da categoria para discutir o assunto. “Hoje o salário do professor é composto por mais de 60% de gratificações. A incorporação dá segurança e dependendo da situação há um reajuste real entre 9% e 12%”, garantiu o presidente da comissão de negociação, Maikon Magalhães.

Ailton Costa, direor municipal do Sinsepeap: esperar até sexta-feira

Ailton Costa, direor municipal do Sinsepeap: esperar até sexta-feira

Na sexta-feira, 9, uma assembleia geral no auditório na escola Gabriel de Almeida Café decidira os rumos da paralisação. O presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo, afirmou que o sindicato apoia a paralisação e deve lutar pelos seus direitos.

 

 

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