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O caso da idosa de 69 anos encontrada morta no último dia 22 em um barraco de madeira no bairro do Beirol, tem agora uma nova morte para ser investigada. O filho dela, que era considerado o principal suspeito, foi trucidado a pauladas e golpes de terçado. Arnaldo Barreira Moura Filho, de 28 anos, foi assassinado por pelo menos 8 pessoas, na madrugada deste sábado, 3, no bairro do Muca. A polícia não descarta a possibilidade de a morte ter sido uma espécie de linchamento por Justiça.

A aposentada Maria da Conceição da Silva Moura morava sozinha em um barraco na Rua Manuel Eudóxio Pereira, no bairro do Beirol. Ela era obreira de uma igreja evangélica e bastante querida pelos vizinhos. “Ela era gente muito boa. Vivia na igreja e tratava todo muito bem. Não sei como alguém teve coragem de espancá-la até a morte. Estamos muito tristes”, disse ainda emocionada uma vizinha que não quis ser identificada.

Delegada Valcilene Mendes, investiga o caso.

Delegada Valcilene Mendes, investiga o caso.

Foi o filho Arnaldo quem avisou a polícia na manhã do dia 22 quando ela amanheceu morta. Naquele dia ele contou aos policiais que foi visitar a mãe e encontrou-a já morta na cama. A idosa foi assassinada com um golpe na cabeça provavelmente enquanto dormia.

O caso foi registrado inicialmente como roubo seguido de morte. A polícia descobriu que ela tinha feito um empréstimo bancário para melhorar as condições em que vivia e provavelmente tinha o dinheiro do empréstimo guardado na casa. Quem invadiu a casa sabia disso. O barraco era bem pobre. Os objetos mais caros no interior da casa eram um botijão de gás e uma geladeira. Estima-se que ela tinha guardado em casa cerca de R$ 5 mil do financiamento.

Barraco onde a aposentada morava. Ela tinha feito um empréstimo de R$ 5 mil para reformar a casa onde vivia sozinha. Assassino sabia do dinheiro

Barraco onde a aposentada morava. Ela tinha feito um empréstimo de R$ 5 mil para reformar a casa onde vivia sozinha. Assassino sabia do dinheiro

Nesta sexta-feira, 2, Arnaldo foi depor na Delegacia de Crimes Contra a Pessoa como principal suspeito do crime. Apesar de alguns indícios, não havia provas contra ele. De madrugada, na Avenida Tupis, no barro do Muca, ele foi cercado por pelo menos 8 homens armados com terçados e pedaços de pau.

Arnaldo Moura ficou completamente desfigurado. A face desapareceu. A cabeça foi completamente esfacelada. Mesmo assim, ele ainda foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital de Emergência onde morreu. Duas pessoas foram presas, mas acabaram liberadas logo em seguida por falta de provas.

O caso foi registrado no Centro Integrado de Operações (Ciodes) como briga entre gangues, mas há suspeita de linchamento por conta da suspeita que recaia sobre ele. “Ainda não sei se isso tem relação, mas é uma possibilidade. Só com a conclusão da investigação poderemos afirmar”, disse a delegada Valcilene Mendes, que já investigava a possível participação de Arnaldo no assassinato da mãe.

 

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