Compartilhamentos

Nesta sexta-feira, 2, a greve de técnicos da Universidade Federal do Amapá (Unifap) vai completar 10 dias. Quase 40% dos funcionários administrativos da estão paralisados desde o dia 22 de abril. De acordo com o comando do movimento, estão de braços cruzados 100 técnicos de um total de 287 que fazem parte do quadro da Universidade. A categoria protesta por reajuste salarial e por benefícios de aposentadoria.

Segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fesubra), o governo federal não cumpriu os acordos firmados durante a última greve da classe em 2011. “Em 2011 fizemos vários acordos que foram a garantia do fim na greve na época. Entre esses acordos estavam reajuste salarial, plano de aposentadoria, melhores condições de trabalho, além de outras coisas. Mas nada foi cumprido. Na verdade não ganhamos nada com a greve e por isso paralisamos novamente para que o governo cumpra com a sua palavra”, explicou o diretor da Fesubra Hélcio Alcântara.

Na maioria dos departamentos da Unifap os serviços estão suspensos ou reduzidos. Na reitoria apenas um terço dos funcionários continua trabalhando. A biblioteca e o cadastro acadêmico estão com serviços reduzidos. A situação pior é na rádio universitária e no centro de pesquisa que estão com serviços totalmente parados. Na Unidade Básica de Saúde (UBS), que fica dentro do Campus Marco Zero, o atendimento também foi reduzido.

Os grevistas dizem que estão insatisfeitos com a política do governo federal. “Já tínhamos tentado negociar com o governo, mas não houve negociação. Essa atitude só demonstra a desvalorização da categoria. O que mais queremos é a reestruturação do plano de carreira, e isso não é pedir muito”, frisou a coordenadora do Sindicato dos Técnicos Administrativos da Unifap, Lidiane Rodrigues. Ao todo 38 universidades do país estão em greve.

 

Compartilhamentos