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Durante uma semana as unidades básicas de saúde de Macapá ficaram sem o recolhimento de lixo hospitalar, tempo suficiente para gerar verdadeiras montanhas de resíduos. Os pacientes que procuraram atendimento médico nas 19 unidades tiveram que ficar expostos a contaminação porque o lixo estava amontoado na área externa dos prédios. Alguns médicos estavam se recusando a atender os pacientes.

Quem passou pela unidade Lélio Silva, localizada no bairro Buritizal, por exemplo, se assustou com a montanha de lixo que praticamente ultrapassava o muro que cerca o prédio, e que tem 2 metros de altura.

Médicos estavam se recusando a atender pacientes por causa do risco de contaminação

Médicos estavam se recusando a atender pacientes por causa do risco de contaminação. Foto: Olho de Boto

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), esse transtorno se deu por conta de um problema no pagamento da empresa responsável pelo recolhimento do lixo. Em nota, a Semsa informou que o problema ocorreu por conta de internet. O pagamento é feito por meio de uma folha online que não foi despachada a tempo para os bancos liberarem o dinheiro. O problema na rede de computadores da Semsa aconteceu durante a substituição de um servidor. Isso deixou o prédio sem comunicação e o setor de contas ficou impossibilitado de liberar qualquer pagamento.

No início da tarde lixo começou a ser recolhido, mas regularização do serviço vai demorar uma semana

No início da tarde lixo começou a ser recolhido, mas regularização do serviço vai demorar uma semana. Foto: Anderson Calandrini

A Semsa esclareceu que o problema aconteceu na segunda-feira, 28 de abril, e também afetou a folha de pagamento dos funcionários. Alguns ficaram sem receber os seus salários. Mas o problema já foi resolvido e o pagamento foi efetuado na quarta, 7. O recolhimento do lixo acumulado deve ser normalizado até o fim da semana. No início desta tarde o trabalho já havia sido retomado.

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