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No início do mês de abril, a Secretaria de Saúde recebeu do governo da Guiana Francesa um alerta sobre um novo vírus mais agressivo do que o causa dengue, e que já fez algumas vítimas no Departamento Francês. A semelhança com a dengue não é apenas pelos sintomas, mas também pelo transmissor, o aedes aegypt.

O vírus Chikungunya, como está sendo chamado, é uma variação da dengue, porém em um estágio mais forte, e também pode levar à morte as vítimas que não forem tratadas adequadamente.

Mapas mostra estados que podem ser atingidos pela doença

Mapa mostra (à esquerda) estados que podem ser atingidos pela doença

A iminência dessa nova variação da dengue já está em várias áreas do Brasil, principalmente nos estados que tem fronteira com países próximos ao Caribe, onde o vírus vem se espalhando. Uma realidade que atinge o Amapá e o estado de Roraima, que já está recebendo uma atenção redobrada por parte do Ministério da Saúde por conta dos casos encontrados nos países do Platô das Guianas e Venezuela.

E é por essa proximidade e pelo relato de dois casos na Guiana Francesa, que especialistas do Ministério da Saúde estarão chegando ao Amapá no dia 2 de junho para ajudar os agentes de endemias a monitorar os municípios de Macapá, Santana, e principalmente Oiapoque. O objetivo é descobrir maneiras de como proceder ao se deparar com essa nova doença, que tem apenas uma diferença para a dengue: as dores muito forte nas articulações.

Efeitos da doença na pele dos pacientes

Efeitos da doença na pele dos pacientes

Por conta dessa característica é que o vírus recebeu o nome de Chikungunya, que na África, onde a doença foi identificada pela primeira vez, significa ‘aqueles que se dobram’, uma alusão às dores nas articulações que impedem a locomoção das pessoas infectadas. Além disso, os sintomas são muito parecidos com dengue, trazendo fortes dores de cabeça, nos músculos, articulações, além de febre alta e intenso desgaste físico.

Até o momento os casos que foram confirmados no Brasil foram trazidos por pessoas que estavam fora do país, porém o Ministério da Saúde está extremamente preocupado com a entrada dessa nova doença pelos países da fronteira do norte do Brasil, principalmente pela falta de vacina que possa proteger a população contra essa patologia. “Para evitar o avanço da doença no Brasil, o Ministério da Saúde vem pedindo aos estados e municípios que intensifiquem as ações de prevenção e controle do mosquito que se reproduz em locais com água limpa e parada”. argumentou a coordenadora de Vigilância em Saúde do Estado, Maria Angélica Lima.

O temor aumentou agora com a chegada da Copa do Mundo, quando o país receberá uma grande quantidade de turistas vindos dos mais variados pontos do mundo, e podem trazer novos casos da doença.

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