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Por volta de 1 hora da manhã desta quarta-feira, 20, o juiz Luiz Nazareno Hausseler, da 2ª Vara do Tribunal de Juri, condenou a 47 anos e 1 mês de prisão Mércio Melo Nogueira (foto acima), por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e pedofilia. A vítima foi Alessandra Silva Guimarães, de 6 anos, desaparecida no dia 5 de dezembro de 2010, no bairro Jardim Equatorial, em Macapá.

Na época o caso chamou atenção pela forma como a menina foi estuprada e depois estrangulada até a morte. O agente de endemias Mércio Melo Nogueira teve a prisão decretada em 2011, mas não chegou a ser preso porque fugiu, e não foi encontrado até hoje.

Julgamento acontece sem a presença do acusado que está foragido

Julgamento acontece sem a presença do acusado que está foragido

Para a promotoria, não há dúvidas de que Mércio seja o responsável pelo crime. Segundo a acusação, na casa dele foram encontrados lençol, travesseiro, tesoura e martelo com manchas de sangue. Também foi encontrado um dos lados de uma sandália infantil em um cômodo da casa. O outro lado da sandália estava junto ao corpo da menina, que foi localizado três dias após o desaparecimento, em um terreno baldio na Rua Del Castillo, no bairro Jardim Equatorial, na Zona Sul de Macapá.

A pequena Alessandra foi violentada e estrangulada até a morte

A pequena Alessandra foi violentada e estrangulada até a morte. Foto: Álbum de família

Na casa de Mércio, a polícia diz que havia um caderno com histórias escritas por ele relatando casos de crianças mantendo relações sexuais com adultos. Ele tinha também DVDs com imagens retiradas da internet, onde aparecem menores em cenas de sexo. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma filmagem do próprio acusado mantendo relação sexual com sua esposa na frente do filho, que na época tinha apenas três anos de idade.

Advogado Josemar Souza diz que sandália encontrada na casa do acusado não pertencia à vítima

Advogado Josemar Souza diz que sandália encontrada na casa do acusado não pertencia à vítima

A defesa de Mércio argumenta que não há provas, apenas indícios de que ele esteja realmente envolvido no caso. “Existe essa sandália que foi encontrada dentro da casa dele, que segundo a família fazia par com outra do filho mais novo do acusado. Além disso, não há nenhuma comprovação de DNA de que meu cliente foi o verdadeiro autor do crime”, disse o advogado Josemar Souza.

A mãe da menina, Roseana Maia, disse que não conhece o acusado, mas acredita que ele é culpado. “Não o conhecia nem de vista, mas todas as provas apontam que ele esteve junto com minha filha no período em que ela foi morta. Agora queremos justiça”, ressaltou.

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