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O caso da aposentada Maria da Conceição da Silva Moura, de 69 anos, que foi assassinada na casa dela, na Rua Manuel Eudóxio Pereira, bairro do Muca, no dia 22 do mês passado, está prestes a ser solucionado. As investigações feitas pela Polícia Civil apontam que o próprio filho da aposentada, Arnaldo Moura, 28 anos, pode ter cometido o crime. O problema é que ele também foi assassinado.

Arnaldo foi morto no dia 3 deste mês a pauladas e golpes de terçado por pessoas que o acusavam de ter matado a mãe. Um menor de 17 anos está preso acusado de participar do assassinato dele.

Delegada Valcilene Mendes

Delegada Valcilene Mendes

O caso que parecia complexo está sendo desvendado aos poucos. A delegada Valcilene Mendes, titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa (DECCP), confirma que o filho de Maria da Conceição era considerado o principal suspeito do assassinato. “O Arnaldo sempre foi apontado como suspeito do crime. Primeiro, porque ele tinha as características do assassino, e as imagens recolhidas de casas vizinhas mostram isso. Segundo, porque encontrou ela morta e aparentemente não demonstrou emoção”, explicou a delegada Valcilene.

Para polícia, Arnaldo, que era usuário de drogas, foi na casa da mãe ainda de madrugada e procurou o dinheiro de um empréstimo que ela tinha feito no valor de R$ 5 mil. Como não encontrou, bateu na idosa, que ainda estava dormindo, até matá-la.

Casa onde o crime aconteceu

Casa onde o crime aconteceu

Dias depois do assassinato da mãe, Arnaldo foi morto a pauladas e golpes de terçados por pelo menos oito pessoas. A princípio a polícia descartava a hipótese de linchamento por justiça, mas agora com o depoimento de suspeitos e testemunhas, a hipótese parece valida. “Eu ouvi o menor preso pela morte do Arnaldo. Ele confessa o crime e diz que foi por justiça pela morte de dona Conceição”, confirmou a delegada.

Arnaldo Moura teve a cabeça completamente esfacelada. Ainda assim, foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital de Emergência onde morreu. Outras duas pessoas foram presas, mas acabaram liberadas logo em seguida por falta de provas. A investigação da morte da aposentada aguarda o laudo da Polícia Técnica. Se forem confirmadas digitais de Arnaldo no local do crime, o caso será arquivado conforme prescrito no Código Penal, já que o autor está morto.

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