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Os servidores do Tribunal de Justiça do Amapá também paralisaram as atividades na manhã desta quarta-feira, 7. A categoria reivindica plano de cargos, carreira e salários. Os trabalhadores decidiram em assembleia geral que toda quarta-feira vão fazer uma paralisação até que suas exigências sejam aceitas pelo governo do estado, que é responsável pelo planejamento orçamentário do Judiciário.

De acordo com os servidores, o plano de cargos e salários está com mais de seis anos de defasagem. “O plano atual está em vigor há três anos, mas quando ele começou a valer já estava defasado. Nós queremos um novo plano que garanta aos trabalhadores do Judiciário direitos que são garantidos por lei”, declarou o servidor Efraim Pereira Guedes.

Efraim Pereira Guedes

Efraim Pereira Guedes

Os servidores vão se revezar a partir desta semana para que todos participem das manifestações e o Tribunal de Justiça não deixe de funcionar. De acordo com o Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Amapá (Sinjap), benefícios como o auxilio maternidade e paternidade não estão sendo pagos. Além disso, nos últimos anos os funcionários do Poder Judiciário acumulam perdas salariais que já chegam a 30%. Nos últimos dois anos, por exemplo, a data-base não foi cumprida. Isso sem falar nas perdas com inflação que não foram repostas.

Jocinildo Moura

A direção do sindicato avisa que as paralisações são apenas um indicativo ao poder público de que é necessário negociar. “Se percebermos que o dialogo não avança, podemos encaminhar uma greve que pode comprometer o pleito eleitoral. Já que uma boa parte dos servidores do Judiciário serve a Justiça Eleitoral”, afirmou o presidente do Sinjap, Jocinildo Moura.

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