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Pais e professores da Escola Modelo Guanabara, que fica no Centro de Macapá, protestaram na manhã desta segunda-feira, 26, contra as denúncias feitas pelo pai de um aluno na semana passada. Emanuel da Silva Moura disse que seu filho foi vítima de bullying de alunos e professores, além de ter sido agredido fisicamente. A declaração culminou na paralisação das aulas por um dia. Um processo foi aberto na Promotoria da Infância e da Juventude para apurar o caso.

Keila Mara, mãe de aluno, disse que o pai sempre era agressivo nas reuniões pedagógicas

Keila Mara, mãe de aluno, disse que o pai sempre era agressivo nas reuniões pedagógicas

A Escola Modelo Guanabara possui 630 alunos que estudam do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Conhecida pela excelência e qualidade de ensino, a escola é vencedora do prêmio “Gestão Escolar”. A acusação de prática de bullying na escola pegou muita gente de surpresa. A criança já foi transferida da escola a pedido dos pais.

Diretora da Escola Guanabara, Luciana Machado: "dificuldades de aprendizado que não foram acompanhadas pelos pais"

Diretora da Escola Guanabara, Luciana Machado: “dificuldades de aprendizado que não foram acompanhadas pelos pais”

Segundo a diretora da escola, Luciana Machado, a criança não sofreu agressão nenhuma. Segundo ela, o estudante tem dificuldades no aprendizado que não foram acompanhadas pela família. “Tentamos falar com os pais chamando para reuniões, oferecendo apoio e reforço no contraturno, mas eles não eram presentes na vida escolar do menino. Isso culminou com a reprovação dele”, contou a gestora.

A professora Alzamira Carvalho, que trabalha há 14 anos na escola, diz que todos conheciam o caso do menino. “Pedimos para os pais trazerem o garoto para o reforço à tarde, mas nunca trouxeram. Agora o pai vem dizer mentiras sobre a instituição. Nós nunca iríamos concordar com a prática de bullying na escola, e muito menos fomentar isso”.

Professora Alzamira Carvalho: "sempre pedimos para os pais trazerem o menino para o reforço, mas nunca vieram"

Professora Alzamira Carvalho: “sempre pedimos para os pais trazerem o menino para o reforço, mas nunca vieram”

A mãe de uma aluna da escola, Keila Mara, de 33 anos, contou que quando o pai da criança aparecia nos plantões pedagógicos da escola todos já se preocupavam com as atitudes agressivas dele. “Toda vez que ele vinha para as reuniões agredia verbalmente os professores. Ele não aceitava o fato do filho ter problemas. A criança não sabia sequer identificar as cores”.

O caso foi exposto pelo pai da criança em um programa de rádio de Macapá na semana passada. No mesmo dia, foi instaurado um procedimento pela Promotoria da Infância e da Juventude para apurar o caso, que tramita em segredo de justiça.

A equipe de reportagem do selesnafes.com tentou falar com o pai da criança por meio de telefonemas e recados, mas não foi atendida.

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