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Para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) há fortes indícios de que as cinco pessoas presas com R$ 11,2 mil na quarta-feira, 4, em uma casa no Bairro Infraero I, Zona Norte de Macapá, tenham participado do roubo de R$ 411 mil na única agência do Banco do Brasil em Santana. Além do dinheiro, munição de espingarda, celulares, uma motocicleta, chaves de veículos e ferramentas foram encontrados. Os três homens e as duas mulheres possuem passagem por roubo e trafico de drogas.

Diego dos Santos Ferreira, 28 anos; Marlos Renan Costa de Sá, 23 anos; Jonh Frank da Silva Pinto, de 26 anos; Diana Kelly Barros Caetano, 24 anos e Greyce Paiva Bastos, 26 anos, foram presos por volta das cinco horas da tarde de quarta-feira, 4, em uma casa alugada há três meses, na Rua Jhonatan Bezerra, 1673, Bairro Infraero I. Os três homens que são paraenses, cumpriram pena por roubo no Iapen. As duas mulheres que são primas, também possuem pelo menos três passagens por roubo e tráfico de drogas. Diana Kelly Barros Caetano, por exemplo, já cumpriu pena de dois anos por tráfico de drogas no Iapen.

Nomes em Ordem: Diana Barros; Greyce Paiva; Diego dos Santos; Jonh da Silva e Marlos Costa.

 Diana Barros; Greyce Paiva; Diego dos Santos; Jonh da Silva e Marlos Costa.

Duas equipes do Bope foram acionadas para averiguar naquela área o paradeiro de um fugitivo do Iapen, mas quando chegaram ao local foram surpreendidos com os homens fugindo. “A equipe percebeu que assim que foram avistados, os três homens tentaram fugir. Foram presos já pulando o muro de uma casa e disseram onde moravam. Os policiais encontraram na casa as duas mulheres. Na bolsa da Diana estava o dinheiro que ninguém soube explicar a procedência”, contou o comandante do Bope, tenente-coronel Wellington Nunes.

Grupo comemorava quando a polícia chegou

Grupo fazia comemoração quando a polícia chegou

O tenente Rogério, que comandou as equipes do Bope que capturaram os criminosos, acredita que eles fazem parte da quadrilha que invadiu a agência do Banco do Brasil em Santana. “Além de não explicarem de forma clara a procedência do dinheiro, eles comemoravam o que também não conseguem explicar. Nenhum dos presos tem emprego e com eles foram encontradas chaves de fenda e outros equipamentos que se encaixam com o material utilizado para arrombar o cofre do banco”, comentou o tenente.

Bope diz aue há fortes indícios de participação em outros assaltos a banco.

Dinheiro e ferramentas encontradas pelo Bope

Os suspeitos foram levados para a 2ª Delegacia de Santana que investiga o caso. A Polícia Militar acredita que de alguma forma os criminosos estão ligados a um dos roubos a bancos que ocorreram em Porto Grande, Afuá e Santana.  “Como não está claro a procedência desse dinheiro, acreditamos que tenha ligação direta com algum desses recentes assaltos. A nossa suspeita aumenta ainda mais, porque a Diana contou que o dinheiro chegou a ela a mando de um assaltante conhecido por “Rafinha” que cumpre pena no Iapen”, declarou o tenente-coronel Wellington.

Rua onde fica a casa alugada há três meses pelo bando.

Rua do Inraero I onde fica a casa alugada há três meses pelo bando.

Na hora da prisão dos suspeitos, Diana disse aos policiais que havia mais dinheiro guardado na casa da mãe dela, que fica no Jardim Marco Zero, mas a polícia não encontrou nada na casa. Os policiais também perceberam que havia alguma coisa errada quando revistaram o apartamento de Greyce, no conjunto Mucajá. “Quando chegamos ao apartamento 303, do bloco 22 só encontramos a filha da Greyce, que disse que a mãe dela estava sumida há três dias”, afirmou tenente Rogério.

Nossa equipe de reportagem procurou a dona do imóvel alugado no Infraero I para saber como conheceu os suspeitos, mas não encontrou a proprietária. Os vizinhos informaram que ninguém entrou na casa desde a prisão dos suspeitos.

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