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Os presidentes dos Conselhos de Segurança Comunitária da Zona Sul de Macapá estarão participando de uma reunião com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Nixon Kennedy, na segunda-feira, 23. Eles vão pedir que o Ciosp Congós não seja desativado, como anunciou a Delegacia Geral de Polícia.

No início da semana, o presidente do Conselho de Segurança Comunitária do Bairro do Congós, José Elenildo da Silva, recebeu um comunicado da Delegacia Geral de Polícia informando que no dia 24 deste mês o Ciosp será desativado. “No começo do ano foi dado o mesmo aviso, mas nos movimentamos e conseguimos junto ao secretário, que na época era o Marcos Roberto, impedir o fechamento do Ciosp. Porém, eles estão novamente querendo fechar o centro”, contou José Elenildo.

José Elenildo da Silva - Conselheiro de Segurança Comunitária do Congós

Segundo José Elenildo da Silva, é a segunda vez que a delegacia anuncia a desativação do Ciosp do Congós

A mobilização contra o fechamento do Ciosp tem o apoio dos 16 bairros da Zona Sul de Macapá, que também serão prejudicados com a desativação. “Agora faremos um  abaixo assinado com a comunidade da Zona Sul pedindo a manutenção dos serviços do Ciosp”, acrescentou José Elenildo.

Para os moradores do entorno do Ciosp, a violência tende a crescer, pois mesmo com a presença da Polícia Civil o índice de assaltos está cada vez mais alto dentro do bairro. “Mesmo com a polícia aqui do lado estamos reféns das grades. Imagina agora que querem tirar o Ciosp. Os assaltos só aumentarão com certeza”, reclamou o funcionário público, Marlindo do Carmo, que mora há 12 anos no Congós.

Mercatil a menos de 100 metros do Ciosp já foi assalto várias vezes. Pior sem ele

Mercantil a menos de 100 metros do Ciosp já foi assalto várias vezes. Pior sem ele

Os donos de pequenos estabelecimentos comerciais também reclamam da falta de segurança. A comerciante Francisca Ramos conta que no último assalto os bandidos conseguiram invadir a casa da família dela, que fica na parte de cima do mercantil. Renderam todos e levaram dinheiro e jóias. Isso tudo sem chamar atenção do policiamento feito no entorno do Ciosp. “Mesmo com os policias a menos de 100 metros os bandidos são audaciosos. E agora que pretendem fechar o centro, a situação só tende a piorar”, acrescentou a comerciante.

Morador Marlindo do Carmo também é vizinho ao Ciosp, mas vive atrás das grades:

Morador Marlindo do Carmo também é vizinho ao Ciosp, mas vive atrás das grades

Os moradores acreditam que a transferência das ocorrências para o Ciosp Pacoval vai atrasar o trabalho da Polícia Militar que faz a ronda nos bairros da Zona Sul. Os policiais terão que atravessar a cidade para registrar as ocorrências. “Imagina se acontece uma ocorrência no Distrito da Fazendinha, os policias passarão no mínimo 3 horas para entregar os presos no Ciosp Pacoval e retornar ao posto na Zona Sul. Ou seja, o bairro vai ficar desguarnecido, pois só existem três viaturas para atender os 16 bairros”, concluiu José Elenildo.

A assessoria de comunicação da Sejusp informou que a Delegacia Geral de Polícia só se pronunciará o assunto após a reunião com o secretário Nixon Kennedy, na segunda-feira.

 

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