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Na quarta-feira, 25, o print de parte de uma conversa no aplicativo Whatsapp registrou que uma policial feminina seria favorecida para participar do curso que vai selecionar policiais para o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE). Pela segunda vez mulheres poderão participar do curso. Na primeira vez, 23 policiais femininas participaram, mas nenhuma foi aprovada.

A conversa revela um Major do BOPE afirmando que vai conseguir uma vaga no curso para uma policial em troca de favores. Ele afirma que quem for contra o combinado será afastado do Batalhão.

Rapidamente a notícia se espalhou pela rede chegando aos superiores do Major, que pediram o afastamento dele. Um processo administrativo disciplinar foi aberto e o caso está sob investigação. O Comando da Polícia Militar divulgou através de uma nota, que o ocorrido não vai atrasar o processo de seleção de pelo menos quatro mulheres para o Bope. A entrada de mulheres no Batalhão tem o objetivo de contribuir nas ações em que são necessárias revistas em suspeitos do sexo feminino.

O curso de formação que ganhou publicidade no Boletim Geral da PM com o número 106/14, não será anulado por conta do ocorrido. A responsabilidade pela seleção será da Tenente Tainá Medeiros, do Batalhão de Choque da PM de Brasília.

A nota do Comando da PM esclarece ainda, que enquanto a investigação sobre o caso estiver em andamento, o oficial ficará afastado das suas atividades. A nota também destaca que ele negou autoria na conversa.

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