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Três suspeitos de participação na tentativa de assalto que resultou na morte do sargento da PM Luiz Eduardo Vieira de Moraes, no Restaurante e Lanchonete Divina Arte, podem ser excluídos do processo judicial. Tudo por causa do depoimento de um menor que participou do crime e contou uma nova história. Na noite desta terça-feira, 24, a Justiça ouviu testemunhas e os 3 suspeitos envolvidos no caso.

O crime ocorreu no dia 12 de fevereiro deste ano. Segundo os autos do processo, o adolescente de 16 anos participou do crime dando cobertura e viu a troca tiros entre o policial e um bandido que também morreu. Ele apontou três pessoas que estariam dando suporte à tentativa de roubo. “O depoimento dado na delegacia pelo menor confirmava a presença de uma pessoa conhecida como “Pretão” e que essa pessoa seria o taxista Odenir Araújo Marques e que outras duas pessoas estavam participando do assalto”, contou o promotor do caso, João Furlan.

Justiça concordou com pedido da promotoria para esclarecer dúvidas

Justiça concordou com pedido da promotoria para esclarecer dúvidas. Policiais que efetuaram prisões também foram convocados

As pessoas apontadas pelo adolescente no depoimento à polícia são Odenir, seu irmão Wladimir Araújo Marques e sua namorada Tatiane Sabrina Modesto Dias, que momentos antes do roubo estavam no restaurante.

No entanto, em novo depoimento, desta vez na Justiça, o menor contou outra versão, e afirmou que não conhecia nenhum dos três acusados. “Foi aí que as provas começaram a ser contestadas, pois dessa forma os acusados seriam liberados e o menor seria o único punido pela ação. Por isso, chamamos mais uma audiência de instrução pedindo a presença do advogado que assinou a confissão do menor no dia do depoimento na delegacia para combater os dados”, acrescentou Furlan.

Advogado Adolfo Nery acredita que policiais não convenceram

Advogado Adolfo Nery acredita que policiais não convenceram

De acordo com testemunhas, Odenir foi visto com o seu veículo circulando perto do restaurante no momento da tentativa de assalto. A quebra de sigilo telefônico revelou que ele teve contato com os suspeitos momentos antes do assassinato. “Nós já vamos contestar essas provas, pois em nenhum momento os meus clientes foram realmente acusados pelo menor por estarem presentes no local, ou de participação na tentativa de assalto”, frisou o advogado Adolfo Nery.

Sargento Vieira foi morto em troca de tiros com o assaltante que também morreu

Sargento Vieira foi morto em troca de tiros com o assaltante que também morreu

Além de reafirmar que o menor não reconheceu nenhum dos suspeitos, Nery argumenta que o depoimento dos policias que efetuaram a prisão estaria estranho porque não explicaria, de forma convincente, como eles chegaram aos suspeitos.

O menor já foi condenado pelo crime a três anos de medida socioeducativa (internação), mas se as provas forem anuladas, os outros três suspeitos serão inocentados e nem passarão por julgamento. 

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