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Ela passou dois dias presa em Belo Horizonte (MG), acusada de depredação do patrimônio público durante as manifestações contra a Copa do Mundo. A ativista amapaense Karinny de Magalhães falou ao site SelesNafes.Com sobre as agressões que teria sofrido junto com outros manifestantes dentro da delegacia por policiais militares no dia 12 de junho.

Karinny é integrante do grupo “Mídia Ninja”, conhecido pelas transmissões ao vivo, via internet, das manifestações feitas em vários estados. A ativista estava em BH para fazer justamente a cobertura dos protestos que foram realizados na época da abertura da Copa. 

Presa, Karinny caminha para viatura policial

Presa, Karinny caminha para viatura policial

Segundo a ativista, a cobertura acontecia normalmente até que um princípio de tumulto separou o grupo que fazia a transmissão pela internet. “Não consegui encontrar os membros da equipe de cobertura do NINJA e segui transmitindo o confronto da tropa de choque contra os manifestantes. Segui um longo trajeto até que 10 policiais correram para me imobilizar junto a outras pessoas que eu não conhecia. Depois de ser imobilizada, fui alvo de agressão física e verbal. Tapas na cara, golpes de cassete na perna e nas costas”, contou a Karinny.

Karinny está em Minas, e continuará transmitindo as manifestações pela internet

Karinny está em Minas, e continuará transmitindo as manifestações pela internet

Ela afirma que no áudio da transmissão ao vivo se escuta claramente as agressões sofridas e que nenhuma das pessoas imobilizadas estavam participando de ações de depredações de instituição ou veículos públicos. Na ocasião, a PM de BH afirmou que o grupo tinha acabado de virar um veículo, e que por isso houve as prisões.

Após a detenção, a ativista foi levada a um posto policial onde sofreu mais agressões físicas e verbais, com palavrões e frases de cunho sexual. “No momento do espancamento, um deles me acertou o lado esquerdo da cabeça. Desmaiei por um tempo. Quando recuperei a consciência, estava novamente junto aos 3 manifestantes que também foram recolhidos. Em seguida, fomos algemados e mantidos de pé por cerca de 2 horas, onde ouvimos calados os xingamentos, recebemos de olho aberto os cuspes e empurrões”, acrescentou a ativista.

Karinny Magalhães: Tapas na cara, golpes de cassete e agressões verbais de cunho sexual

Karinny Magalhães: Tapas na cara, golpes de cassete e agressões verbais de cunho sexual

A ativista seria encaminhada à Penitenciaria da Gameleira, mas após o depoimento prestado no Ministério Público do Estado de Minas Gerais e ficar numa cela com seis detentos, foi informada que seria liberada. Hoje, Karinny agradece às pessoas que lhe deram força, inclusive com a campanha que pedia a sua libertação. Ela continua em Minas, em dias de jogos do Brasil ela continuará fazendo transmissões pela internet. 

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