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Professores e pais de alunos da Escola Estadual Maria Lucila Brazão, que fica na localidade de Lago Novo, município de Tartarugalzinho, percorreram 232 quilômetros até capital para protestar nesta segunda-feira, 2, contra o abandono do colégio. Um pequeno, mas organizado grupo, fez um ato público em frente ao Palácio do Setentrião para pedir a recuperação da escola.

A comunidade já protocolou requerimentos na Secretaria de Estado da Educação (Seed) pedindo a reforma da escola, mas não obteve resposta. Segundo alguns pais de alunos, o teto da escola está podre. Um esteio desabou na semana passada.

Aderaldo Farias Brito: "Vão esperar o teto desabar?"

Aderaldo Farias Brito: “Vão esperar o teto desabar?”

Os pais disseram estar cansados dessa situação. “Já fizemos protestos, falamos com a secretária e ninguém resolveu nada. Tenho filhos, inclusive um com necessidade especiais, que estudam lá e não tem o mínimo de infraestrutura para eles estudarem dignamente”, reclamou Waldo de Oliveira Correia, de 42 anos.

Acenilda Xavier Penha: "quando chove, chove mais dentro do que fora"

Acenilda Xavier Penha: “quando chove, chove mais dentro do que fora”

A Escola Estadual Maria Lucila Brazão tem 20 anos e nunca foi reformada. Cerca de 300 alunos do primeiro ao nono ano estudam no estabelecimento nos turnos da manhã e tarde. As crianças temem pelo desabamento do teto da escola. “Na semana passada meus filhos chegaram em casa com medo por causa do queda de um esteio. Nós queremos saber quando vão reformar a escola? Será que vão esperar o teto desabar e cair na cabeça dos meus filho?”, desabafa o  pescador Aderaldo Farias Brito, de 39 anos, que tem cinco filhos que estudam na escola.

Waldo de Oliveira Correia: "sem dignidade"

Waldo de Oliveira Correia: “sem dignidade”

As reclamações são muitas. “Os banheiros estão sem condições de uso, as salas de aula não têm cadeiras para todos os alunos, as crianças do ensino especial assistem aula no corredor porque a cadeira não passa na porta da sala, não tem rampa de acesso. Enfim, não tem estrutura mínima para ninguém estudar por lá”, reclama Luiza Costa Barbosa, de 39 anos, que possui cinco filhos na escola.

“Meus filhos reclamam do calor. Quando chove molha mais dentro que fora. As paredes estão cheias de mofo e com a fiação elétrica exposta. Só Deus para livrar nossos filhos. Se der uma ventania e capaz de desabar tudo”, afirmou Acenilda Xavier Penha, 39 anos.

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