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A Confraria Tucuju virou alvo de vandalismo e de represálias de viciados em drogas. Vândalos já quebraram lâmpadas e telhas da sede da entidade depois que a direção denunciou badernas no local. Até os bancos foram destruídos pelos criminosos.

O lugar fica atrás da Igreja de São José, no Centro de Macapá, no local mais conhecido como “Formigueiro”, e passou por processo de tombamento recentemente. Estudantes reclamam do descaso com o espaço que foi tomado por viciados em drogas durante a noite.

Durante as noites o lugar vira território livre para viciados

Durante as noites o lugar vira território livre para viciados

De acordo com os historiadores, o Largo dos Inocentes passou a ter essa denominação por causa da Passagem dos Inocentes, que ligava a Rua do Lago (atual General Gurjão) e a Coriolano Jucá. Atualmente, o espaço é utilizado para festas em datas memoriais, como 4 de Fevereiro, aniversário de Macapá. Fora isso, fica tomado por viciados em drogas. Isso levou a presidente da Confraria Tucuju, Telma Duarte, a pedir apoio da Polícia. “Esses viciados fazem de tudo aqui. Fumam, vendem drogas descaradamente, fazem orgias, quebram os bancos, as lâmpadas. Pedimos segurança para a Guarda Municipal, mas até agora não tivemos resposta”, reclama a presidente.

Telma Duarte já pediu a presença da Guarda Municipal, mas até agora nada

Telma Duarte já pediu a presença da Guarda Municipal, mas até agora nada

Por incrível que pareça, existem pessoas que defendem a permanência dos vândalos no local. “Eles (da Confraria) se acham donos do lugar. Esse espaço é público. Ficam viciados aqui sim, mas eles não podem mandar aqui. Essa atitude foi um aviso para quem se acha dono desse lugar”, disse o autônomo Daniel Silva.

A presidente da Confraria vai pedir que as árvores do Largo sejam cortadas, bancos retirados e que a Guarda Municipal e a Polícia Militar passem a monitorar o lugar. “Eu peço segurança. Isso é o mínimo que posso fazer. Mas não é por mim, é pelas pessoas de bem que frequentam esse espaço. Vamos pedir a retiradas das árvores porque onde tem muita sombra fica desocupado em baixo”, enfatizou Telma Duarte, afirmando que já teve outros prejuízos. “Eles usam minha internet, quebram lâmpadas. Já quebraram minha caixa de energia e por aí vai. Eu travo uma luta para me manter aqui”, finalizou.

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