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A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) se posicionou nesta segunda-feira, 30, sobre as constantes quedas de energia em Macapá. Muitos bairros ficaram sem energia durante o jogo da Seleção Brasileira no ultimo sábado. Além de Macapá o município de Oiapoque, extremo norte do Estado, está sem energia elétrica desde a meia-noite de sábado, 28. Segundo a CEA as constantes quedas em Macapá estão sendo solucionadas aos poucos. Em Oiapoque, possivelmente, nesta terça-feira a distribuição volte ao normal.

Trem, Buritizal, Novo Buritizal, Pedrinhas e Beirol ficaram sem energia durante o jogo do Brasil contra o Chile, no sábado. De acordo com o diretor operacional da CEA, Jucicleber Castro, em Macapá as frequentes quedas de energia são fruto de anos sem investimento na rede de distribuição. “Os alimentadores acabaram arrebentando e deixando bairros sem energia. Estamos trabalhando com medidas mais corretivas para evitar ao máximo esse tipo de problema. A fiação é antiga e às vezes se rompe sozinha, o que deixa muitos bairros sem eletricidade”, explicou.

Diretor Operacional da CEA, Jucicleber Castro

Diretor Operacional da CEA, Jucicleber Castro

De acordo com a CEA quedas podem continuar. Reparos na rede estão sendo feitos em toda a capital, mas o problema pode continuar até que toda a rede elétrica de Macapá seja trocada.

Para quem perdeu eletrodomésticos com a queda de energia pode recorrer a CEA para ser ressarcido. Técnicos da companhia fazem vistoria na casa do consumidor e dependendo do laudo técnico ele pode receber o que perdeu de volta. “Se for constatado que ele perdeu o eletrodoméstico na hora de queda, a CEA é obrigada por lei a ressarcir o dano ao consumidor”, disse o diretor operacional.

OIAPOQUE

Energia

O município de Oiapoque deve continuar sem energia até esta terça-feira. Segundo a CEA o problema é ocasionado por falta de combustível para alimentar as usinas termelétricas. O óleo diesel não chega ao município por causa dos atoleiros na BR-156. “Os caminhões que transportam combustível ficaram atolados. Já mandamos carros menores para fazer o transbordo, mas mesmo assim dependemos da estrada”, afirmou o diretor.

O trecho mais complicado da BR fica há 90 quilômetros da sede do município de Oiapoque. “Não tem ninguém ajudando. É cada um por si”, relatou um comerciante que demorou quatro dias para chegar a Macapá. “Ficamos duas noites parados, com mulheres e crianças chorando, um caos. As pessoas dormem nos carros ou nas casas de moradores das proximidades que oferecem abrigo”, acrescentou.

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