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Um caso ocorrido na Penitenciária do Estado ilustra bem o que pode acontecer quando cidadãos comuns, que cometeram os chamados “crimes de menor potencial ofensivo”, são colocados ao lado de bandidos profissionais condenados por assaltos, assassinatos, estupros e tráfico de drogas. Um motorista preso numa blitz da Lei Seca foi conduzido ao Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e lá viveu momentos de terror junto com sua família que foi contactada por telefone por bandidos. O motorista foi ameaçado e extorquido por outros criminosos.

O rapaz, que não teve a identidade revelada pelo Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes), foi preso porque estava embrigado em sua moto, e como não tinha dinheiro para pagar a fiança foi conduzido ao Iapen, onde começou a receber ameaças de outro preso.

O rapaz foi obrigado a repassar ao criminoso o número de telefone da mãe. O bandido ligou de um celular e exigiu que ela entregasse a dois comparsas, do lado de fora da prisão, dinheiro e a moto da vítima em troca da vida do filho. Ambos deveriam ser entregues a dois criminosos no cruzamento da Rua Cândido Mendes com a Avenida Henrique Galúcio em horário marcado. O detento ainda colocou o filho para falar com a mãe ao telefone e assim convencê-la de que a situação era real. Aterrorizada, a mãe concordou com a troca, mas avisou a Polícia Militar.

Na hora da entrega os dois criminosos foram surpreendidos por uma guarnição da PM que aguardava tudo acontecer. Foram presos os irmãos Eduardo, 22 anos, e Eiderson Pereira Leão. Ao mesmo tempo, uma outra guarnição de policiais militares garantiam a segurança da vítima dentro do Iapen para que ele não sofresse represálias.

Os presos foram autuados em flagrante no CIOSP do Congós.

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