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O Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Amapá (Sindufap) votou contra a implementação imediata de uma greve na instituição, mas ao mesmo tempo deixou o indicativo de greve em aberto. A Unifap vai aguardar as decisões das outras universidades ainda em  junho.

O sindicato debateu o assunto na última quarta-feira, 4. “Por enquanto aprovamos esse indicativo sem data, para aguardarmos um posicionamento nacional, só após isso nos reuniremos novamente para apontar a greve ou não”, adiantou o diretor do Sindufap, Yurgel Caldas.

Para a categoria, que reivindica entre outras coisas reajuste salarial, o momento não é oportuno para se posicionar a favor ou contra uma paralisação imediata. Muitas universidades do Brasil estão com o calendário de aulas bem mais adiantado que a Unifap, fato que enfraquece a possibilidade de uma greve. Nacionalmente alguns professores defendem que a greve nesse momento seria relevante por conta da movimentação sobre a Copa, mas isso ainda não é um consenso.

Outro fator que pesa contra a greve, é a transição na reitoria da Unifap que acabou de escolher uma lista tríplice de onde sairá o nome do novo reitor. Com uma paralisação não haveria com alguém debater as reivindicações da classe. Além disso, por ser um período eleitoral, qualquer melhoria salarial só poderá ser repassada em janeiro. Universidades como a UFRJ e UFMG, que contam com um número maior de docentes, ainda não se posicionaram sobre o movimento.

Agora a decisão será levada para a reunião com o sindicato nacional no dia 07 de junho, assim como as decisões de outras universidades. Se os professores pararem, eles se juntarão aos técnicos que estão parados desde abril.

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