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As aulas na Escola Estadual Lauro de Chaves Carvalho, no Bairro do Muca, Zona Sul de Macapá, estão suspensas por causa de um surto de hepatite A. Pelo menos 10 casos já foram confirmados e ainda há suspeitas de outros cinco. As atividades na escola ficarão paradas até o resultado da investigação epidemiológica que deve acontecer dentro de 40 dias.

Marluce Chermont, da Vigilância Epidemiológica:  podem haver mais casos

Marluce Chermont, da Vigilância Epidemiológica, ao lado do bebedouro da escola: podem haver mais casos

Na manhã desta quarta-feira, 18, uma equipe de fiscalização da Vigilância Epidemiológica realizou nova inspeção na escola e orientou os técnicos e professores sobre prevenção. A principal preocupação é a utilização do copo coletivo.

A direção da escola chamou a Vigilância Sanitária dia 6 deste mês e relatou suspeita de vários casos. “Estamos esperando o parecer das instituições responsáveis. Enquanto isso não haverá aula. Nós temos orientado os alunos que tragam copo de casa, não passem ou dividam com os colegas, lavem as mãos e que só utilizem o banheiro em caso de extrema necessidade”, comentou o diretor da escola, Marcelo Dias.

Marcelo Dias, diretor da escola diz que tem orientado os alunos a trazer o copo de casa

Marcelo Dias, diretor da escola diz que tem orientado os alunos a trazer o copo de casa

A escola atende 974 alunos dos ensinos fundamental, médio e EJA (Jovens e Adultos). Trabalham no estabelecimento 100 profissionais, entre professores, técnicos e pessoal de apoio. Sete alunos e três professores contraíram a doença. O contágio pode ser por meio de água ou comida contaminada por fezes que contenham o vírus da hepatite A. Uma pessoa contaminada também pode transmitir a doença se não lavar as mãos adequadamente após ir ao banheiro e tocar outros objetos.

Para os professores da instituição, a prevenção para a hepatite A e outras doenças precisa ter a participação de toda a comunidade escolar. “Nós precisamos que cada aluno traga seu copo de casa para evitar a contaminação. Esperamos o resultado do laudo, mas também queremos combater isso logo”, disse o professor Joelson Valente.

Equipe da Vigilância Epidemiológica orienta funcionários da escola

Equipe da Vigilância Epidemiológica orienta funcionários da escola

A Vigilância Epidemiológica está acompanhado o caso. “Estamos investigando se ainda há mais casos. A vigilância já fez a inspeção do local e coletou água para exames. Agora é aguardar o resultado dessas análises. As crianças que apresentarem os sintomas devem informar a escola e procurar tratamento imediatamente”, explicou a diretora de vigilância epidemiológica, Marcele Chermon.

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