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A BR-156 antes de Oiapoque (590 quilômetros de Macapá) virou um grande caos. A viagem que demorava cerca de 9 horas está sendo feita em mais de 24 horas, isso quando a chuva permite. A situação começou a piorar na semana passada quando as chuvas inundaram cerca de 3 quilômetros da estrada, justamente no trecho mais precário que fica a 90 quilômetros de Oiapoque. A cidade já começa a sofrer com a alta de preços como o do gás de cozinha.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) divulgou imagens de um ônibus que enfrentou a inundação. No vídeo um usuário do transporte intermunicipal filmou a passagem do ônibus pelo local, onde a água alcançou a altura de 70 centímetros. O Dnit afirmou que isso vem prejudicando as obras de melhorias na estrada. “As chuvas estão deixando o local cada vez mais intrafegável e o Dnit não tem como dar uma resposta satisfatória aos usuários da rodovia. Com as chuvas os serviços realizados acabam sendo prejudicados”, justificou o superintendente do Dnit, Fábio Vilarinho.

Trecho mais complicado fica há 90 quilômetros de Oiapoque

Trecho mais complicado fica há 90 quilômetros de Oiapoque

Segundo o superintendente, existe um lago naquele trecho da rodovia, que com as chuvas transborda e acaba inundando a estrada. “Enquanto o período das chuvas não cessar estaremos fazendo apenas ações paliativas para ajudar ao máximo os motoristas, inclusive servindo de guincho para os veículos que ficarem atolados”, acrescentou Vilarinho.

Essas enchentes na BR-156 não ocorriam desde 2011, mas por conta das chuvas torrenciais os alagamentos podem voltar a acontecer no trecho. Mesmo sem as chuvas, o lamaçal também impede a passagem dos veículos, principalmente os de pequeno porte que não conseguem passar sem a ajuda de um guincho.

A situação vem refletindo nos valores dos produtos em Oiapoque. Os moradores estão cada vez mais preocupados com o aumento nos preços dos alimentos como arroz e o feijão que já tiveram um reajuste de R$ 2 o quilo. O preço do gás de cozinha, que passou de R$ 63 para R$ 75, foi que mais prejudicou os consumidores. Os preços só voltam ao normal quando a estrada estiver boa para o trânsito.

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