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A polícia prendeu na madrugada desta quarta-feira, 25, um que saía do Teatro das Bacabeiras carregando uma imensa televisão LCD de 42 polegadas na cabeça. O objeto pertence ao Museu da Imagem e do Som, departamento que funciona nos altos do teatro. O fato mais inusitado nisso tudo, é que o ladrão estava sendo protegido por quem deveria estar garantindo a segurança do patrimônio público, o vigilante. 

Segundo a polícia, Pedro Simão dos Santos teve ajuda do vigilante Antonio Ruan da Silva Lima, que presta serviço no teatro. Funcionários do órgão informaram que vários objetos já sumiram nos turnos de Antonio Ruan. A Polícia Civil está investigando se ele tem envolvimento em outros casos.

Televisor seria transportado de mototáxi

Televisor seria transportado de mototáxi

A polícia surpreendeu Pedro Simão na saída do teatro, quando tentava pegar uma mototáxi. Ele foi encaminhado para o Ciosp do Pacoval, mas antes entregou seu parceiro, o vigilante. Ambos estão detidos e aguardam ordem judicial para serem transferidos ao Iapen.

Segundo o diretor do Teatro das Bacabeiras, Miquéias Reis, a situação do vigilante pode piorar. “Na primeira semana que ele chegou percebi ações suspeitas, mas não comentei nada. Já roubaram daqui uma caixa de ferramentas, uma caixa amplificada, cones e até um ventilador”. O vigilante Antônio Ruan estava substituindo outro vigilante do teatro que está de férias.

Rogério Araújo, diretor do MIS

Rogério Araújo, diretor do MIS

O Museu da Imagem e Som (MIS) existe desde 2007 e funciona dentro do Teatro das Bacabeiras desde 2008. O gestor do museu afirma que no espaço existem muitos materiais caros e que podem ser furtados. “Nosso maior medo é que muitos equipamentos aqui são emprestados da Biblioteca Pública Elcy Lacerda. Além disso, as chaves de todos os departamentos aqui ficam com o vigilante, mas isso nunca tinha acontecido”, disse o diretor do MIS, Rogério Araújo.

Miquéias Reis, diretor do Teatro suspeitou desde o princípio

Miquéias Reis, diretor do Teatro suspeitou desde o princípio

A equipe de reportagem tentou falar com a Empresa de Segurança e Vigilância Pointer, onde Antonio Ruan trabalha. Uma pessoa da diretoria que não quis se identificar declarou que a empresa já demitiu o vigilante e está acompanhando as investigações, já que a empresa era responsável pelo patrimônio interno do teatro.

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