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Em 49 dias 1.075 Certidões de Nascimento foram emitidas pela Unidade Interligada de Cartório Civil que funciona dentro do Hospital da Mulher Mãe Luzia. O cartório de registro está funcionando desde 5 de junho deste ano, e tem facilitado a vida de pais e mães que já saem da Maternidade com a documentação dos filhos. A emissão está acontecendo normalmente e no prazo de uma semana o registro de nascimento já está pronto para ser entregue.

No primeiro mês de funcionamento o cartório da Maternidade registrou 600 crianças, uma média de 20 por dia. A emissão de Certidão de Nascimento no hospital se tornou possível por meio de uma parceria entre Justiça do Amapá, Secretaria de Saúde e 1º e 3º Cartórios de
Ofícios. Havia uma expectativa para emissão de 30 a 40 Certidões de Nascimento por dia.

Acimor Coutinho, diretor da maternidade: preocupação com a quantidade de adolescentes gestantes

Acimor Coutinho, diretor da maternidade: preocupação com a quantidade de adolescentes gestantes

De acordo com a direção do hospital, a implantação do cartório foi um sucesso. Mas a maior preocupação hoje dentro do Hospital da Mulher é com o grande número de mães menores de 18 anos. “O cartório facilita muito para os pais que não precisam se deslocar para muito longe. O que nos preocupa é a quantidade de adolescentes entre 14 e 16 anos tendo filhos. Provavelmente essas jovens voltarão para Maternidade em um ou dois anos”, prevê o diretor do hospital, Acimor Coutinho.
Esse é o caso da adolescente e mãe de segunda viagem, Jéssica Gomes Dias, de 18 anos. Aos 15 anos teve seu primeiro filho, Kayler Vinícios. No dia 10 de julho, nasceu seu segundo bebê Amandha Furtado. Ela fala da facilidade de ter um cartório dentro do hospital. “Facilitou muito. Eu tava operada e não podia me locomover. Diferente do meu primeiro filho, a segunda já saiu da Maternidade com a Certidão de Nascimento”.
Ainda segundo o diretor, muitas jovens chegam sem o acompanhamento adequado no hospital. Isso exige maior cuidado das 23 obstetras que atendem a demanda na Maternidade. “Temos muitas adolescentes aqui, a demanda é muito grande. Partos normais são tranquilos, mas cesarianas são complicadas porque muitas não têm estrutura física saudável para manter uma gravidez”, explica a enfermeira, Cléia Dias Silva.

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