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O Instituto Evandro Chagas confirmou o primeiro caso da febre chikungunya em Macapá. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira, 31, pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). O exame é do menino de 13 anos que veio para Macapá vindo de Guadalupe (Departamento Ultramarino da França na região da Guiana) para passar férias e apresentou os sintomas da doença. O garoto continua em Macapá e vem sendo acompanhado pelos órgãos de Vigilância em Saúde.

Marlisson Otávio, que é diretor da Divisão de Biologia Médica do Lacen, explicou que na verdade não foram feitos dois exames. Segundo ele, foi realizado apenas um exame com duas amostras. A primeira amostra não tinha anticorpos suficientes para constatar o vírus. Já a segunda amostra, de resultado positivo, apresentou material que garantiu o resultado. “O resultado com duas amostras varia de pessoa para pessoa. Algumas apresentam anticorpos em quantidade para garantir o resultado na primeira amostra, mas em outras é preciso uma segunda”, explicou.

O diretor também confirmou que existem mais dois casos suspeitos da doença em Macapá. São duas mulheres entre 30 e 50 anos. Uma mora na Zona Norte e outra na Zona Sul de Macapá. O material para exame já foi coletado e encaminhado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém. As duas estão sendo monitoradas por agentes da Vigilância Epidemiológica do Estado.

A CVS junto com as coordenadorias municipais atua com ações de borrifação de veneno contra o Aedes aegypti, que é o vetor da doença. “Sabemos que o controle da doença é mais difícil que a dengue. Por isso estamos atuando em várias frentes para combatermos o vetor. Esse trabalho tem que ser permanente por conta da fronteira com os países do caribe, que já têm muitos casos diagnosticados”, explicou o chefe da Saúde Ambiental da CVS, Rafael Xavier.

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