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Verão, férias, curtição e brincadeiras. Tempo propício para as coloridas pipas ou papagaios. A brincadeira de crianças, e também adultos, toma conta da cidade nessa época do ano. Porém, é necessário alguns cuidados. O uso do cerol, por exemplo, pode causar graves acidentes. Com o objetivo de evitar problemas, a Guarda Municipal promove durante o mês de julho a campanha “Brinque Legal, Não Use Cerol”. No ano passado sete acidentes graves envolvendo pipas foram registrados.

Empinar pipas é uma brincadeira antiga, e uma das partes mais bacanas é o famoso laço, quando um tenta cortar a pipa do outro, tudo disputado com muita correria e adrenalina. É aí que mora o perigo. Como ninguém quer perder a sua pipa no laço, usa na linha o cerol, que é um composto de vidro e cola.

Inspetor Ruy Secco, subcomandante da Guarda Municipal

Inspetor Ruy Secco, subcomandante da Guarda Municipal

O uso do cerol coloca em perigo quem brinca e também quem passa ou está próximo. “É muito arriscado. As crianças cortam as mãos e põem em risco a vida do próximo. Nossa ação objetiva educar esses brincantes e tirar de circulação as linhas enceradas”, explicou o sub-comandante da Guarda Municipal, inspetor Ruy Secco.

No ano passado 600 carretéis de linhas enceradas foram apreendidos pelos guardas municipais. Vale ressaltar, que o adolescente flagrado utilizando o cerol poderá ser encaminhado para a delegacia. Mas como o menor não é penalizado, os pais devem ser qualificados no artigo 249 do Estatuto da Criança e Adolescente por descumprimento do dever pátrio, ou seja, por ter permitido que seus filhos brinquem com substâncias perigosas.

Brincadeira de crianca

Muitas crianças ainda se divertem de forma saudável com a pipa. O Yuri Frota, de 5 anos, e o irmão dele, Marcelo Silva, de 19 anos, brincam sem cerol. “Nossos pais dizem que é muito perigoso. Brincar só sem cerol. Quando vemos uma pipa por perto, descemos a nossa para não ser cortada, mas é legal”, afirmou o irmão mais velho.

Mas há quem insista brincar com cerol, mesmo sabendo dos riscos. É o caso de Ailsson dos Reis da Silva Brasão, de 21 anos. Para ele não tem graça empinar papagaio com a linha lisa. “Tem que ter cerol. Se não, perco logo meu papagaio. É bacana! Só hoje já cortei cinco rabiolas”, disse ele sorrindo.

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