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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) anunciou que vai pedir o apoio das entidades que fiscalizam os direitos de crianças e adolescentes para proibir o trabalho infantil durante a campanha eleitoral no Amapá. A ideia é impedir a participação de crianças até em peças de televisão, uma estratégia historicamente utilizada pelos marqueteiros.

Diretora Regional do TRE/AP, Odete Scalco

Diretora Regional do TRE/AP, Odete Scalco. Foto: Cássia Lima

O anúncio foi feito pelo TRE durante encontrado com representantes de partidos na terça-feira, 15. A diretora do tribunal, Odete Scalco, disse que vai contar com a parceria dos conselhos tutelares e Ministério Público para impedir a utilização de crianças e adolescentes nas mais diversas atividades de campanha, como a distribuição de santinhos e participação de peças publicitárias para televisão e rádio. “Nós temos que respeitar a criança que tem que ir pra escola ou ficar com seus pais. Os pais tem a responsabilidade de cuidar dos seus filhos e podem ser responsabilizados criminalmente por trabalho infantil. Respondem o candidato e o pai que autorizou. O ECA está aí e tem que ser respeitado”, frisou a diretora.

TRE acha que até participação na televisão pode ser trabalho infantil

TRE acha que até participação na televisão pode ser trabalho infantil. Foto: Cleuber Carlos

O tema é controverso. A participação infantil, principalmente em peças de televisão, é uma estratégia muito utilizada sobre tudo para arrancar a emoção dos eleitores. “É a primeira vez que eu vejo isso em todos esses anos. Nós sempre buscamos a emoção e a boa plástica dos filmes com participação espontânea das crianças autorizadas por seus pais. Na minha opinião não chega a ser trabalho infantil”, avalia um publicitário que tem 14 campanhas eleitorais no currículo.

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